Tudo Ainda é um “Trem” só!

igual há tantas galáxias com sóis rodando pelos céus de um universo colorido… tudo fora da gente… dentro, outro tipo de universo, outras formas… já se olharam dentro, as linhas desenhadas e representadas com cores brilhantes como se fôssemos feitos de “máquinas”… as perguntas que parecem afirmações, e as escritas sem uma obrigação… e tem gente que lê com segundas intenções, será? é necessário afirmar que o personagem é um personagem… como Sara, lembram-se dela… nesse exato momento nossa querida amiga sente um medo danado, tão grande… porém é diferente de outros medos que já havia sentido… apesar da disformidade, e até pode-se dizer da feiura em um aspecto abstrato, o Medo que surgiu para Sara mostrava-se amistoso, e até alegre… Curiosidade apareceu pulando como sempre, e agora que tinha aprendido a miar e chamar a atenção, perguntou para Alegria, por que ele estava se sentindo tão diferente, ou que formas e cores eram aquelas?!…

os sentimentos se associam e essa mistureba indiscreta faz o Medo e a Curiosidade serem quase uma coisa só, tão tênue que é impossível saber, se o que está movimentando agora são as energias do universo para ele e para ela, se são seus medos de saberes, pelas experiências vividas e as cascas que cicatrizam as feridas… ou a curiosidade também pelo saber, que aquela troca teria muita riqueza mesmo, tanto de conhecimento quanto de possibilidades, sabe, quando existe aquele momento em que olha pra frente e a opção está tão sólida e latente que conseguimos tocar, sentir com o tato mesmo… eles trocaram carinho, a Curiosidade era maior que o Medo, Sara fechou os olhos e esperou o toque do beijo, e ele e ela se entrelaçaram em universos, corpos e almas…

“Reli a Carta um Seilatilhão de Vezes…”

“e se você está dormindo, para quem é que eu estou escrevendo…” o nosso amigo de sempre dessa vez não delirava pelo vento todo aleatório… era um daqueles dias em que a sensação temporal supera a noção que temos do que é… tempo… parecia um futuro já visto, ou sentido de alguma outra forma que ele não conseguia expressar… ouvir The Cure também alienava as linhas, afinal, já teria vivido aquilo… sentido…

com certeza não eram os mesmos cheiros, sabores, ritmos, respiração… era forte a respiração dela… vocês já ficaram cara a cara com as Lobas? bem… por um lado, se tem alguma estima pela sua própria vida, imagina que ser cercado por elas não é algo lá fácil de lidar, são bichos enormes, fortes, com histórias tão ricas e pulsantes, que algumas se apresentam ferozes, firmes, outras tem olhos vermelhos e irradiam fogo com tanta energia, e todas, sem exceção, têm caninos com sede de sangue…

“…agora…”, ele pensou sentado em seu banquinho velho de madeira…”ela está me dando um baile… eu só posso querer acompanhar, e atirar para todos os lados, sem armas, só com harmonia e paz… um relacionamento conversado, desejoso… seria como? e é nessa curiosidade que ocorre o despertar… às vezes, mudando completamente a sua vida, por que sim, está aí para isso… “eu pensei um “seilátilhão” de vezes em te ligar e te falar sobre quem sou e para onde vou… ou quero ir… e agora… ” ele soltou o trago… conectou!

“coloque suas mãos para cima e sinta as estrelas… o caminho é longo né?” ela esticava o corpo até a ponta dos pés mostrando para ele como fazer, o que fazer, às vezes, era bom, seguir, ao invés de “ter” de saber o tempo todo… que pergunta inquietante… já repararam na musculatura de uma Loba? na energia concentrada com uma razão e clareza corporal em que não há limites para medir tamanha compreensão… eles conversaram sobre tantas coisas, sobre tudo, se ouviram e se falaram, e se beijaram, sentiram um tesão lindo um pelo outro, uma mistura de peles e ossos e toques e fluidos… o orgasmo é sentido na pele!

“vocês conseguem ouvir esse som?” ele estava hipnotizado, todos os sentidos aguçados o suficiente para a sobrevivência na mata… as árvores se comunicam, elas se defendem… tem outro tempo, outro ritmo, quase não percebemos, como falam entre si, suas raízes rasgando o planeta por baixo de entranhas digitais, conectadas por saberes milenares, atemporais no nosso ínfimo entendimento, o que viemos fazer por aqui… “você quer ir viajar comigo?” ” sorrisos trocados, sinceros, apoiados… “quero!”… bem, o resto vocês devem estar imaginando agora… aqui começa, uma nova história… 😉

Um Vazio Platônico…

Ele estava sentado em uma cadeira de balanço em uma pequena varanda, com uma cerca de bambu e muitas plantas; e ao seu lado, outra cadeira balançava… vazia…

Aquela chuva forte que havia paralisado a arte momentaneamente, estava ficando cada vez mais fraca, começava a cantarolar pingos em ritmos mais lentos e chocavam contra a grama que absorvia as loucuras dos pensamentos daquele nosso amigo… pensava e pensava…

ele tentava até fugir de seus pensamentos, contudo o coração o chamava atenção: “ei, estou aqui, gosto muito dela… e ela… bom, ela faz graça com a gente…”

era assim que ele se sentia, sabia que jamais iria ficar com ela, e mesmo assim, qualquer movimento sutil que ela fazia, mexia demais com sua mente, com seu coração, com seu ser inteiro… e ela havia apenas “cutucado” de forma escusa, em sua rede social, deixando ele grilado, afinal passara mais de um ano desde a última vez que se falaram… e mal se falavam anteriormente…

então ele teve coragem de procurá-la, iria fazer sua arte concretizar a comunicação, afinal, ela também era artista… uma rápida conversa, amistosa até, mas ele percebeu, aquilo tudo aguçava sua imaginação, ela iria brincar com seus sentimentos para sempre, e ela sabia que ele gostava de si, então ela podia aparecer e sumir, deixando ele mais e mais confuso, acreditando em um amor impossível…

Viajando pelo Brasil!

o sol voltou com um brilho intenso em um céu azul mascarado por enormes palmeiras… o vento leve que soprava suas folhas cantava uma música para acalentar as almas perdidas dos velhos barqueiros da região… o lugar era místico e ao mesmo tempo, muito vivo…

estados sóbrios, estados sombrios, estados ricos, estados iluminados desmembrados por estradas asfaltadas, estradas de terra e barro, buracos e caminhos… as histórias dos estados que formam um país com uma identidade cultural fortíssima e que necessitava de trocas, entre os regionalismos e suas lindas pessoas…

do caiçara que abraça todo o litoral, aos povoados dos sertões, vários sertões, várias paisagens desconhecidas, várias a serem exploradas no sentido de conhecimento e respeito, “não deixem seu lixo na natureza”, as placas avisavam e nos pediam…

trilhas em meio a matas fechadas, muito verde e o cheiro claro das diferentes árvores e vegetações… trilhas abertas onde se podiam ver ao fundo as montanhas desenhadas, as chapadas recortadas e o mais bonito de todos os elementos naturais criados pelo universo insólito, um universo enlouquecedor de tantas possibilidades, um largo de estrelas brilhantes, aquela massa branca que se junta como uma só, conhecida como via láctea, e um banho no mar, o imponente mar…

O Cumprimentador da Estrada…

parece bobagem e começa a rir sozinho, vocês também fazem isso?! ele estava sentado dentro de um ônibus uma vez, se lembrou de alguma coisa que somente para ele fazia alguma graça, e era tão engraçada essa tal graça, que ele teve um ataque de risos durante alguns minutos… engraçado pensar que isso causa vergonha, vergonha para si e alheia… sendo que rir é tão bom e terapêutico…

então que sentido havia nas pessoas sisudas, sem nenhum sorriso na boca, sem nenhuma expressão de alegria?! sendo que em todo estudo científico, em toda psicologia, e dentro da pediatria, as crianças se curam sorrindo… em todas terapias holísticas, conexões espirituais, sentimentais, carnais, sensitivas, endocannabicas…

agora de carro, ele decidiu que iria cumprimentar algumas pessoas com quem cruzasse na estrada… de forma aleatória e indiscriminada, iria cumprimentar caminhoneiros em suas carretas, motoristas com suas caras azedas, poucas mulheres, muitos se achando os pilotos de fórmula um, outros sem entender nada e os melhores, os que devolvem na mesma hora o cumprimento…

situações dispares e burlescas, “um cara com um bigode enorme mandou um beijo para mim?” comentava aquele sujeito indignado com a pessoa ao lado, provável ser a sua esposa… bem quando um caminhoneiro dá duas buzinadinhas, outro balança a mão de volta e outros dois sorriem… eles são super interessantes, nosso amigo pensa, cara, tem gente boa nesse mundo… será que basta mesmo a simpatia, a alegria? se eu sempre sorrir e balançar minha mão, eles irão reagir achando algo bom?

essa experiência particular seguiu-se curiosamente durante meses, até ele pensar em escrever sobre o assunto também, e criar nexo entre eles… eles nesse caso, o tema mesmo, hehehe… adora brincar, quero saber, como vocês reagem, como é ler algo insólito e fazer o cérebro sacudir com os erros de ortografia e concordância, e dando um sentimento tão intenso se torna denso o suficiente que vocês podem pegar em suas mãos, colocar no peito com a mesma alegria que o cumprimentador da estrada surgia, agraciando algumas pessoas, conectando a boa vibe

Consciência Presente…

não entendia muito sobre a modéstia, apesar de acreditar piamente que era um sujeito humilde… e parece que haviam grandes diferenças nessas características… porém sabia de seu talento, sabia em que era bom e gostava de aprender mais e mais para superar-se, para se encantar, e então sabia, que isso encantaria o público também…

pensou sobre isso por que estava sentindo-se livre demais, e com uma consciência grande desse instante, lúcido, focado, conectado… vivia o agora, sobre o que estava fazendo, e buscava a tranquilidade para entender sons, vistas, cheiros… respirar é tão bom, tão bom sentir o cheiro da natureza… e ter a oportunidade de escrever sobre isso tudo…

a voz lá dentro o trouxe de volta, “ei, focado, aqui, agora, vai… sente… vive”… essa percepção independia de qualquer uso de drogas, de qualquer tipo… era só em sua própria mente, junto com seus “eus”, todos eles, todas elas, para produzir aquilo que estava existindo em si e a sua volta…

as viagens estavam mais fortes, mais significativas, mais intensas… as opiniões também; cresciam, superavam, elevavam-se a outros patamares de consciência onde precisava apenas ouvir e concordar, sobre a história alheia, e já sobre si, apenas sentindo as conexões que seus sentidos lhe traziam…

faria um conto sobre isso, muito difícil de descrever por sinal, afinal, era somente um, em uma sabedoria limitada e uma curiosidade aguçada… em uma ignorância prodigiosa e uma vontade indeterminada… por que viver no agora, é viver num momento tão instantâneo que quando pode perceber, se está sem conexão… foi…

Para Ligar a Mente; Café!

enquanto tomava o café da manhã, surgiram as memórias aleatórias dos movimentos vividos pela sua passagem terrena… ele saboreou a bebida e percebeu essas imagens que mostravam situações simples, como o próprio ato de tomar café em “família”, e ao longo dos anos como aquele ritual foi mudando e mudando…

primeiro com a mãe e o pai e as irmãs, que parecia em algum momento que era uma festa… e depois somente com a mãe, ponderações, amadurecimento… um dia ou outro era com uma das suas irmãs, e com o tempo, elas não eram mais parte do seu ritual… de repente também surgiram os amigos… tomava café com as pessoas amigas… papos constantes e focos diversos, o trabalho guiava o hábito… e depois, com desconhecidos em bares e padarias por aí, cafés fortes para segurar a ressaca das paixões largadas… as lembranças passavam suaves, sem causar nenhum sentimento complexo de lidar… eram simples…

cafés… simples cafés tomados em mesas diferentes, mesas de madeira, mesas de metal, mesas com tampos de vidro… cafés com todo tipo de gente, às vezes com um bom dia, às vezes tão quieto que era como se ele nem existisse… essas reminiscências vinham em forma de imagens coloridas, outras vezes em preto e branco… e outras vinham enevoadas como as fumacinhas que saíam dançando de sua xícara… o café quentinho…

recordações de dias corridos, sem preocupações efetivas, um gole aqui e outro ali, pensando sobre como seria se tivesse agido diferente, como seriam se aqueles cafés tivessem tido outras conversas, outros sentidos… e no fim das contas, não era nada demais pois sabia que haveriam futuros, com pessoas amigas, com pessoas estranhas, com um jeito diferente de tomar o seu café…

aberto para ver e aprender… saboreou café com gelo, café com chocolate em pó, café puro sem açúcar, café com leite e até o tal do “cháfé”… levou a xícara à boca para o último gole daquele, e sentindo o cheirinho delicioso ele sorriu… sempre esperava o momento para mais um cafezinho durante seus dias…

VIVER!

a vida vai acabar… essa limitação de experiência… essa limitação de ações… essa limitação de vivências e conhecimentos… essas modinhas… essas pseudorealidades… esses exoterismos… essas ideias de reencarnação… essas ideias de psicografias… essas ideias de conforto… essas ideias de confortar o conforto por não entender.. essas ideias de conforto por não aceitar ser só uma vez…

pelo simples fato de não aceitarmos um fim… um fim definitivo e não há…

ninguém voltou para falar que existe o “Além”… e não existe… desculpe… fim!

Tatuando pela vida…

quem sente dor, sente e pronto… quem não sente ou se controla melhor, que bom né! o rabisco é sempre no intuito de deixar bonito, ou elevar a autoestima… mesmo que uma pessoa escolha um desenho feio, e às vezes como em tudo na moda, o cíclico trás essas ideias que quebram barreiras de conceitos entre o que é o belo e o feio para a gente…

colocar na pele um estilo tosco, conhecido como “trashtattoo” também demonstra como uma pessoa escolhe seu próprio jeito de ser, e o que essa pessoa quer transmitir com aquela sua pintura corporal…

particularmente eu prefiro ilustrações, como as que podemos fazer com pinturas em telas e paredes, muros e quadros… são preferencias, não há certo ou errado nesses tipos de escolhas, afinal, gosto é gosto e cada um tem o seu… eu amo aquarela, adoro linhas finas e aquele traço lisinho… também fico fissurado pelo pontilhismo e os efeitos mágicos que essa técnica proporciona… tudo isso com uma ideia criativa, podendo ou não ser abstrata…

no fim, mesmo superando minhas dores, e pensando um milhão de vezes antes de colocar minha pele para jogo, já perdi a conta, afinal uma interagiu com a outra, ganhou outros ares, tamanhos e formas que se misturam, se completam, se complementam e se chocam… eu amo a arte em geral, e amo esse tipo de arte da mesma forma…

É o Tanto que Precisa Ser para Aprender…

e dessa vez ele tomou um nó… estava deitado em uma cama qualquer, era confortável e quentinha, porém isso realmente não era o que importava… ao aconchegar a cabeça no travesseiro e sentir prazer, um sorriso lindo e largo lhe veio a memória… apareceu tão nítido que ele pode ouvir a voz e ver seus movimentos languidos e delirantes… o rosto que completava aquela cabeça delicada, um queixo fino e pequeno, e aquele cabelo cheio, forte, escuro, com uma franja preta caída sobre a testa… e os olhos profundos que de tão negros pareciam duas ônix…

aquela imagem esfriou sua barriga, ele também sorriu, deixou-se levar pelas histórias passadas onde um relacionamento simples e direto, se tornaria algo muito confuso e terminaria daquele jeito que a gente não gosta… cada um para o seu lado… sem nenhum motivo aparente…

mesmo sabendo que estamos lutando contra nossos sentimentos, aqueles que desgovernam nossas mentes e fazem os órgãos internos pularem em festa… mesmo sabendo que haveriam de ser os desejos carnais, as volúpias nos olhares, a projeção da luz do Sol nas paredes de concreto liquefazendo essências…

ela não quis… a fala foi clara e objetiva, e ele pediu para lhe contar sobre o seu sentimento… “só gostaria que soubesse que gostei muito de você”, a memória é linda, pois te coloca em um lugar plácido… a medida que o Tempo deu a mão para as células nervosas, todas as conexões que transformam as insinuações sentidas em névoas dançantes para o além do Nada, sumiram… precisava pensar, para tentar lembrar e criar aquela imagem…

sorriu de novo, pois sabia que havia se “curado”… seja em qualquer momento de sua vida, e se entender essa presença explícita, sim, tem mais um montão de coisas boas para fazermos, e até aqui… tá massa né! =D

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