Rabiscando Personas…

Believe!
It´s green babie…

Fod*-se! “Foda-se!”

Finalmente a máquina estava de volta e a produção poderia melhorar caso nosso querido amigo tiver o foco necessário para tal… chatíssimo às vezes, recompensador demais quando se faz algo que ama! Deram apenas quatro meses de garantia, então teria esse tempo para se disciplinar novamente e voltar a arte com força total!

Risadas enormes foram dadas quando ele releu várias vezes o título que não possuia algo original, senão apenas quando mudamos o tom da voz e isso faz com que essa expressão ganhe conotações muito diferentes. Nesse caso específico, ele somente queria reforçar que importa o que você faça, desde que seja bom pra si, e se possível para outros; e se para outros não for também, não há problema, você acrescentou tudo quando não atrapalhou nada… Então… =D

Entre Aspas…

Em uma semana completamente dispersa para viver essa única vida nos dada e considerada como um presente… um conto nasce do desespero de poder realizar grandes ações… imaginem só se todos entendessem esse tal “quadrado particular”, sua área de “respeito”, e se todos, quando digo todos, são os seres humanos é claro; qual outra espécie “arrota” tantos egocentrismos próprios, se crendo importante o suficiente para que outros seres humanos os sigam em suas ideias megalomaníacas… Suas emoções, seus sentimentos, suas doenças… onde estão as curas, ou melhor, onde estão as pessoas que querem uma cura… e por dizer cura, significa o que; antigamente pessoas eram tachadas de loucas por que “surtavam” do além… o que tem dentro dessas pessoas, por que elas não conseguem levar uma vida mais leve, mesmo tendo um governo horroroso ferrando todos (digo isso globalmente, não existe país no mundo que é perfeito, nem mesmo um “mundo perfeito”, portanto trabalhamos com uma realidade horrível…), mesmo tendo tantos problemas pessoais como ciúmes ou falta de “grana”…

Depressão é a doença do momento, Alzheimer é a doença do século, e num mundo de guerras e conflitos pessoais tão intensos, pessoas que foram eletrocutadas por outras que achavam que elas eram loucas; quem é esse cara que se acha no poder de dar um diagnóstico, “você é louco…” e infelizmente essas pessoas só não entendem o mundo, o sistema do mundo por assim melhor dizer… será? Se você gargalha na rua irá tirar observações do tipo” sujeito louco”… mas se você está triste e mal humorado, bem vindo ao planeta dos seres que “gostam”, não consigo pensar de outra forma, por favor me ajudem, as pessoas gostam de “problemas”; e acham que viver a vida é só solucionar problemas do sistema o tempo todo, de trabalho, de dinheiro, de relacionamentos pessoais e amorosos, de lazer… Enfim, fico sonhando o dia em que todos irão acordar felizes, realizados por estarem fazendo exatamente o que querem, sem se “importar” com o outro de forma negativa… se importando apenas com realizações pessoais e coletivas que somam para que quando chegarmos a velhice, olharmos para trás e podermos contar nossa história com mais situações boas, de muita alegria… E que as tristezas possam ser modificadas para o prazer de viver, e que quem se encontra em uma situação tão terrível como a depressão, pense um pouquinho apenas, só um pouquinho… de novo gente, uma só vida e só “entendo”, têm que ser com prazer… eu quero ajudar, e preciso de ajuda também… vamos todos para cima! =)

Esse conto é uma singela homenagem a todas as pessoas que possuem algum tipo de transtorno, ou seja, oito bilhões de pessoas! Vamos nos abraçar, vamos passar mais positividade, mesmo em momentos tão horríveis como os que estamos vivendo hoje no mundo, creio eu humildemente que a solução é o amor, então, transmitiremos esse amor para minimizar as mazelas do mundo, quem sabe, conseguimos superar esses embaraços!

Quando o Cinza “virou” Cor!

Cinza estava quieta. Não tinha vontade de sair das sombras e ficava mais difícil ainda distinguir suas formas dentro das nuances de sombras que faziam naquele quarto escuro e fechado. Cinza estava embrulhada em camadas e camadas de cobertas, o conforto do “quentinho” era a única coisa que ela queria naquele momento… Cinza estava vendo e vivendo tudo… cinza. Cinza não via esperanças, não acreditava em nada, não confiava nem mesmo em si… cinza era triste e quieta.

Até que um belo dia, e um belo dia mesmo, em que cinza precisava levantar, precisava viver, sair daquele marasmo todo, que as pessoas chamavam de doença, e mesmo que seja, e mesmo que fosse… uma só vez, uma só vida, cinza entendia que havia cores no mundo, outras que ela nem imaginava existir, que ela podia conhecer se não fosse tão… cinza.

E aconteceu, amarelo surgiu correndo, rosa entrou pulando e sorrindo, verde gargalhava e vermelho sensualizava… cinza não entendia tamanha confusão, porém foi com a experiência da mistura de todas as cores, a sabedoria da fusão do preto, cinza respeitava aquilo, sabia que estava no caminho, que aquele era um tipo de “espelho”, uma cor a quem mirar… Preto tirou cinza do escuro, curioso não?! Amarelo, azul, vermelho, verde, rosa, laranja, roxo e todos os outros tons e cores imaginadas e criadas pelos espectros percebíveis, cinza sempre seria cinza, mas sabia que podia ser um cinza mais alegre, quando estava junto de seus outros, quando se permitia mixar e interagir; cinza estava mais radiante, e era mais escolhida agora pela sobriedade e neutralidade, e ficava feliz por isso, mais madura, mais entendida… cinza agora percebia, ela também era parte de uma mistura, como todos somos, como todas as coisas vivas, se aceitando melhor, cinza era cinza, e uma vez por dia, junto de outras, variava seu momento extrapolando seus sentimentos sabendo que era ela quem “segurava a onda” de outras mais estapafúrdias…

A última notícia que tínhamos de cinza, após suas viagens permissivas, era que cinza tinha um propósito e gostava de ser o tom… cinza se assumia, é também cor!

Uma Festa Estranha…

Boa noite… ela estava andando sozinha. Vestia um longo casaco preto, daqueles estilosos tipo trench coach. Caminhava de lá para cá como se procurando por alguma coisa… Dava para vê-la de vez em quando, com a cabeça baixa, como se flutuando parecendo uma assombração… em um velório onde a morte é celebrada de uma maneira triste e escura, aquele lugar era estranhamente claro, acompanhando os passos dela, rápidos mas imprecisos… de novo fazemos aquela pergunta, se é que teve uma origem religiosa e cultural, enterrar pessoas, ou velá-las, qual foi o real motivo desse ritual que não nos ensina a sabedoria de viver uma vida de alegrias, mas cultuando algo que todos os seres que estão vivos, incluindo aqueles que não entendemos como espécies, e até falamos da morte das estrelas, porém quando se trata de um outro ser humano… haviam crianças que corriam e saltitavam, fazendo uma gritaria danada, tirando sorrisos dos adultos enquanto ao fundo uma escola de samba ensaiava a tristeza de viver a vida não entendendo para nada o motivo de enaltecer a morte…

Comunicação…

E uma semana depois lá estava ele, como em tantas outras vezes, sentado de frente pro mar… não havia ideia que não pudesse ser trocada naquele momento… tudo era válido diante da vastidão de quem pode te escutar em um som de ritmo pleno…

De um lado haviam gaivotas voando suavemente e do outro lado eram focas e leões marinhos se beijando violentos por um espaço de ilha…

Quem se importa com o que você escreve… ou no que acredita… vai continuar uma brisa única de viagem certeira… o que ele estava escrevendo… ou ela…

Ahhh pensem nisso… ele pensou solo… ela pensou livre… elXs pensaram juntos… orgasmos apocalípticos vindo de um ser que se descreve como energia pura e quando mãos te massageiam das pernas subindo pelas costas e o frisson quando passa pela bunda, braços e pescoço, inteiros, uma só energia sendo chamada de “dor”…

Qual é o tamanho da sua dor, aquela que carrega como se fosse a cruz do sujeito conhecido como um cristo, oito bilhões de pessoas, calendários complicados falando línguas estrangeiras, e através de redes de fibras óticas e satélites lá em cima no que os seres humanos chamam de céu… era para estarmos em paz e cruzando o espaço sem sentir…

Levantou-se e deixou marcados seus pés na areia fofa e úmida… era um comprimido sublingual… sempre teve medo de ir e não voltar… dessas ideias de que se pode competir com o inevitável mundo; você gostaria mesmo de viver uma vida eterna?…

Inspiração

… chegou quando se menos esperava. Era sempre assim, ele já deveria estar acostumado a isso… mas não! E todas as vezes que ele era pego de surpresa, simplesmente caia em risadas pelos seus enleios, palavras estranhas que a nossa língua portuguesa nos graceja, ou já somos uma “nossa” língua…

Era no banho num rompante alucinado, vinha rápida, causando frenesi na cabeça… arrepiam os cabelos, dá para sentir nas raízes, brilhinhos, como pipoquinhas estourando embaixo do couro cabeludo e causando uma onda de risadinhas insanas e gostosas… ideias! A um milhão por hora e todas elas e ao mesmo tempo… no agora! Se estiver como pessoa aberta a entender “tudo”, e receber todo tipo de informação, souber filtrar, é como pescar, só que muito mais rápido é claro!

Ficou ali pensando sobre o preconceito… pensou em como os cavaleiros do apocalipse contrapunham as cavaleiras da virtude… pensou de novo em Alegria e como as coisas poderiam ser muito mais leves se as pessoas “pudessem” sorrir mais… em que momento da história humana, que algum “louco” disse que sorrir era coisa de gente “louca”… esse sujeito estava enganado, provavelmente apaixonado e desiludido, com o poder sobre a cabeça, tracejou um plano maligno, quase perfeito, se ele também não fosse um ser humano, como qualquer outro… e sem nenhum sorriso no rosto condenou o seu amor a uma prisão eterna de choques…

Ah aquela que nos move, que nos deixa fluir e flutuar por ai, com vontades gritantes por mais e mais… do que…

seguia lenta, mais de duzentos segundos, parecem uma eternidade quando se espera por alguma coisa que vai acontecer, é certeza disso, contudo à maldita espera, não nos deixa aquietar a alma… sem saber o que era… Inspiração aparece para nos fazer entender isso, em qualquer lugar e a qualquer hora… porém fica mais fácil com um caderninho na mão! (recortes de inspirações momentâneas ocorridas principalmente no banho!)…

Happy Hour

Lendas… elas nascem de figuras imaginárias de nossas cabeças, ou seriam histórias reais passadas pelos nossos velhos, transmitindo conhecimentos enraizados em tabus. Disseram que existiu um homem, que era macho de sua espécie, altivo, olhos claros, cabelos escorridos. A ciência sempre contesta, não poderia ter nascido uma pessoa com essas características bem nesse ambiente, esse país de gente de pele parda. A religião falou que isso provava mais um milagre dele, de sua existência. Nunca foi achado uma prova cabal, aquela que demonstre ao vê-la e tocá-la, ou seja, senti-la… Esse sujeito, além de várias lendas ao seu redor, a respeito de sua existência ou não, caminhou por aí, por várias bandas, falando bonito segundo dizem, que era muito carismático e tocava as pessoas com suas sábias palavras de amor e paz. Aqui é necessário um adendo, se naquele época, pensem só com esse que está vos escrevendo agora, o lugar era desértico, com difícil acesso a água, e alimentação provavelmente escassa para a classe proletária, imaginem, isso a mais de 2000 anos atrás… seguimos um tal calendário juliano, que nem mesmo sabemos do dia 1, do marco inicial, de onde saiu tudo, a contagem desse tempo que segue em frente sem parar um só segundo… e mesmo olhando para trás, longe assim, e se conseguir ver aquele camarada, andarilho louco nas estradas de areia desértica, pessoas seguindo-o, sentavam em volta de fogueiras, acendiam seus cigarros e bebiam vinho compartilhado… há mais de 2000 anos, o que mudou mesmo?

Pequeno Delírio Noturno

Era em uma lavada de louça, de um gole de água, um arrastar de pés até a esquina, o olhar perdido, o trago no baseado, a vida estava encaixada segundo o sistema, era o que todos queriam, o que todos achavam que era o caminho certo para o sucesso… e ele continuava lá, só observando tamanha loucura e se perguntando… era um carro fazendo uma curva na mesma esquina, um vendedor de iaquisoba chinês apontava o relógio para alguém, um cego com sua bengala acerta a canela de um poste, um respirar malemolente, uma poça de água espessa, e os passos caminhavam lentos, largos, rápidos, atropelados, o que todos achavam que era o caminho certo para o… certo… num jogo de vida, que mais parece um videogame onde temos apenas uma vida e poucas chances de cometer os erros que nem mesmo sabemos que são erros, pensando em nuvens e caramelos, subindo uma escadaria colorida de azulejos portugueses, fotografando com a mente o nada, e um mundo de burburinhos com gente parecendo formiguinhas, e letrinhas caindo e códigos secretos… revistas científicas e artigos jornalísticos colocando novas regras, mudando antigos hábitos, fazendo do azul a nova moda, enquanto o verde era posto de lado, para daqui tantos anos estar lá reinando de novo, e de novo… de novo… de novo…até sumir!

Ah Que Delícia…

… de manhã… O dia começou lindo naquele momento em que aquela turma de amizades só aumentava em números de pessoas interessantes e interessadas em trocar idéias e “mudar seus próprios mundos”… De acordo com seus papos homéricos e filosóficos pautados em orgias de vinhos calorosos, baseados flutuantes, e muitas, mas muitas risadas gostosas!…

Lá estava aquele nosso querido camarada, cercado de pessoas lindas e cheias de histórias ricas; que eram trocadas em profusão, vozes sobre vozes, gargalhadas através dos goles iluminados, colocando seus pontos de vistas sobre os assuntos (alguns sem o entendimento do por que ainda são polêmicos)… e outros que já se foram, assuntos que não nos interessam mais conversar e, por conta disso, o papo fluía tanto, tão bem e tão leve…

Uma cadeira de palha dançante sobre grãos minúsculos de brilhos em algo que parecia um chão, porém não dava para pisar… a sensação era tão macia e lenta… verde e roxo, de mãos em mãos passavam alegria em um lugar aberto, sentados em roda pensando naquele momento, por que as sensações gostosas parecem se iniciar na barriga… e os latidos não existiam, porém era grande aquela família compartilhando com cães e gatos suas visões de mundo, completamente diferente para cada minuto que se vivia, para qualquer espécie que existia…

Você está pisando em uma gelatina, tente descrever essa sensação para mim, ela olhou ele no fundo dos olhos, o cheiro de seu hálito deixava ele com um tesão inexplicável e faziam amor paulatinamente… descreviam rabiscos no horizonte deixando o céu cheio de pontos para aquela brincadeira de ligá-los… e cada pessoa que fazia, escolhia pontos diferentes, e a cada desenho “ligado”, mostrava com clareza, só se ganha tempo se reunindo com pessoas que se gosta, dedicando tempo e atenção, as brincadeiras e aos “causos sérios”, em parágrafos curtos da vida lá fora…

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