“Currículo…”

eu sempre achei que somente os grandes gênios poderiam ter diversas profissões e atividades extras e prazerosas, afinal essas pessoas possuem uma produção tão extensa e diversificada que ao longo da história humana, principalmente acompanhando a história das artes, vemos os tais considerados gênios irem da filosofia à pintura, da matemática à alquimia, das ciências astrológicas à engenharia, da arquitetura à música, enfim, acho que vocês já me entenderam né… porém, todos eles são humanos, tem características humanas, e muitos só foram considerados gênios depois de mortos… claro, por outros humanos, por aqueles que não tem ou não querem aprender novas habilidades e tem aquele dom infeliz de só criticar… existe até crítico profissional, dá pra crer!!! Risadas!!!

ao longo dessa caminhada em estradas maravilhosas cheias de pessoas inspiradoras e incríveis, eu venho me assumindo cada vez mais e mais um ser humano com algumas habilidades particulares que em algum momento são profissões e me retornam uma grana para viver nessa sociedade capitalista (não sou contra, é assim desde que me entendo por gente, e não creio muito em outros tipos de sociedade que se dizem contra ou que não são capitalistas… todas, eu disse e afirmo, todas são capitalistas, umas mais e outras menos, porém, as que se dizem comunistas e socialistas chegam a dar um enjoo no estomago pois afinal de contas, o capital deles é sempre por uma causa que se diz maior, mas nunca chega realmente para o povo… vide Rússia e seu desgoverno assassino e se pregando como um país socialista!)…

voltando para o rumo da conversa, são humanos falando para humanos e de humanos o tempo inteiro, portanto, depois de ter tido uma carreira como professor de faculdade durante muitos anos e ver muitos de meus alunos se formarem, e depois de alguns anos vê-los fazendo algo completamente diferente da sua formação inicial, de verem se arriscando e realizando outras atividades tão bacanas e estimulantes, fico muito gratificado por poder ser e fazer o que sou no momento de hoje… ainda dou uma ou outra aula, principalmente como voluntário na área de línguas, e me assumi escritor (sonho de vida realizado) recentemente, visto que pela minha falta de conhecimento e forma de criação, sempre achei que precisava ter uma faculdade de um assunto específico para ser profissional naquele tema, ou seja, não fiz faculdade de letras, então como eu poderia ser escritor? Mais risadas… e claro, as artes sempre estiveram comigo, brinco que nasci com o lápis e pincel e tintas em uma mão, e na outra a câmera, seja de fotografia ou vídeo, apesar de ter trabalhado pouco como fotógrafo, no entanto nas pinturas, em especial à digital, onde uso muito das minhas fotos como bases e fundos… o desenho aliás, é meu maior prazer, e foi muito difícil assumir isso, que eu não precisava ser um artista profissional e ganhar dinheiro como artista…

o desenho é um dos meus hobbies, nasci com essa habilidade e a uso para desopilar muitas das minhas ideias, e obvio fico muito feliz quando vendo um quadro ou uma ilustração minha, no entanto faço mais por mim mesmo e para agradar pessoas que eu gosto e que me inspiram, até por que todo tipo de reconhecimento é válido e especial… eu também ganho uma grana legal como editor de vídeo e às vezes até como animador (essa profissão foi uma das minhas grandes realizações de vida, lembro de garotinho, talvez ali uns 5 anos de idade vendo um desenho animado do Pato Donald e falar para minha mãe que eu gostaria de fazer aquilo!), com isso tive oportunidade por duas vezes de criar cursos de animação para as faculdades em que trabalhei; e claro têm a tatuagem, como tinha de ser, pois sempre desde muito novinho gostava de ver as pessoas com seus corpos rabiscados, e durante anos e anos e até hoje posso dizer que ela me sustentou e sustenta (quando fui mochileiro e os perrengues eram pesados, a tatuagem salvou muitas vezes!)…

enfim o que quero deixar aqui como mensagem nesse conto para lá de real é que somos todos gênios, todos somos pessoas geniais com habilidades e características sublimes, particulares e únicas, e poder compartilhar tudo isso com vocês e receber em troca toda essa genialidade, comprova que a vida realmente vale a pena para quem a aproveita com tudo isso, com todo esse vai e vem positivamente!

Anos de Vida…

Aaaaeeeehhhhhhhhhhhhhh………. batidas rápidas e pulsantes em uma sequência alucinante de pancadaria em rifes acometidos de puro brilhantismo… dancem e balancem seus corpos com esses ritmos, por que a música vai continuar até a hora em que o corpo cansar e depois… volta para dançar mais!

aonde é que você estava, eu perguntei e não havia ponto nenhum… nenhum sinal… nada… sem interrogação e sua expressão era de pura exclamação… eu penso em você todos os dias, desde o dia em que trocamos olhares, apertos de mãos e abraços calorosos… sei curiosamente que você sente o mesmo, pois nos amarramos em algum momento, aqueles gestos feitos como se estivéssemos dando um nó, alinhando nossos corpos, juntando nossos umbigos, nos tornando mais do que um só, duas pessoas, dois seres e duas almas, agora eram a mais pura energia que o amor e a raiva podem acometer…

não irei mais negar, essa coisa de usar as palavras corretas e deixar de escrever algumas coisas por acreditar que energeticamente isso ou aquilo… o que?! acontece com todo mundo, acontece com qualquer um, relacionamentos são feitos e desfeitos hoje em dia como roupas puídas largadas em armários carcomidos pelas pragas… sei de suas notícias como você sabe das minhas, e adivinha, não sou eu que não quero estar vivo… muito pelo contrário, esse foi disparado se não o melhor, um dos melhores, e creio eu, passei da minha metade, para dias melhores ainda…

Vou Continuar a Escrever…

quando jovem desenhava monstros chifrudos faltando pedaços com muito sangue e ossos aparecendo… não eram desenhos bonitos, e apesar de serem bem feitos, era algo mais representativo para um garoto que gostava de música pesada como “heavy metal” e “death metal“, muitas caveiras e aquela lenda de um cantor que comeu um morcego em pleno palco de show… a adolescência é engraçada e por vezes limitante, quando se escolhe fazer parte de um grupo com a cabeça fechada, onde ele também se fechou… anos se passaram e agora com um gosto musical eclético, ouvia mais “reggae” e música nacional, e evitando usar palavras como “demônio” ou desenhar coisas consideradas “feias”… outras tipos de limitações, certo?!

essas mesmas limitações, e ele quase havia perdido o que pensara em escrever anteriormente para esse conto, porém na volta, lembrou de uma vez com a sua terapeuta onde ela dizia “cara, pode ter raiva, e quando há tiver, vá criar, pinte, escreva, rasgue o caderno de tanto rabiscar, ponha para fora, e depois fique… feliz!”

pense o tanto que isso é libertador, desde que essa agressividade seja direcionada para coisas e atos que não irão machucar nenhum ser vivo, mesmo que seja um ser humano com personalidade duvidosa que gosta por exemplo de nazismo, ou que é homofóbico, enfim… aqui no caso, a raiva estava direcionada ao ato de escrever, pois sendo convidado a publicar por uma editora, ao alcançar esse “patamar”, entre aspas, por que isso não o fará melhor autor do que já é, e só lhe mostrou muito do que já ouvira falar antes; de como as editoras estão “cagando e andando” para os autores, até aparecer um que irá tirá-las de um mercado comum e colocá-las no status de ter publicado um autor de consagração… no Brasil, pela língua portuguesa, infelizmente temos algumas limitações, e é as vezes necessário pensar em publicar fora em língua estrangeira para ter um alcance maior de público… apesar de sua indignação, de perceber como as editoras tratam o autor com desprezo, e o fazem passar por situações um tanto chatas como por exemplo, com um contrato assinado, ter atrasos por conta do volume grande de publicar diversos autores ao mesmo tempo para assim tentar achar o seu pé de coelho…

ele estava puto com isso, e decidiu que continuaria a fazer seus contos e publicar seus livros apenas de forma independente, afinal, eram seus contos, sua criatividade, suas ideias, seu trabalho e noites de loucuras para desenvolver tudo isso, e não iria colocar mais nas mãos de uma editora que o tratasse mal como esse momento vivido no presente… algumas pessoas falavam que o “selfpublish” era para pessoas ou autores amadores… bem, então que seja, ele preferia ver a “Amazon” publicar seus livros e ele receber seus “royalties” com frequência fazendo o que gostava e acreditava, do que depender de uma editora que o castigava por ser sincero em seus contos… “ah, que se foda!” ele pensou, e continuou a escrever os contos por si só!

“A Flor da Coragem…”

Sara estava felizona pois em seu sonho que poderia ser contado como um pesadelo, sentiu que alguém queria lhe fazer mal… pessoas com índoles duvidosas que encontram-se pela caminhada, querendo ou não, fazendo parte da tal “família”, ou não… e existem esses seres e ela os enfrentou lindamente, e apesar do medo, e de não entender “lhufas” o que era aquilo, sabia que em sua “família” existiam pessoas que mexiam com coisas duvidosas, energias tortas que lá na frente voltam para cobrar quem não entendeu que é só no bem que se caminha, e quem não está nessa linha, enfim…

aquela figura estava em uma janela, usava um manto marrom todo sujo e rasgado, cobrindo parte do rosto, lembrava um “dementador” daqueles dos livros de “Harry Potter“… primeiro ela se assustou, e na sequência sorriu, encarou e liberou a Coragem, um monstro tão lindo, forte e alegre que veio em forma de Flor… uma Flor brilhante e enorme que expulsou aquela coisa no momento em que trocaram energias, e adivinha… ela sabia que aquela prima bizarra e agressiva, com ideias retrógadas e machistas possuía aquele sentimento feio da inveja sobre si, portanto, fez seu mantra e seus sinais de proteção e voltou a dormir em paz…

“Assumindo…”

a alegria de poder andar livre pelas ruas, sem ter medo de ser violentada ou qualquer outro tipo de agressão, apenas por existir do jeito que é e conseguir se assumir, independentemente de idade, e por não saber mais, “ter” que se encaixar em rótulos rasos para se definir, e entender que a bissexualidade não significa “viver em putaria”, e claro, dar muitas risadas das piadas, principalmente daquela que diz que os bissexuais “são 100% nas baladas…”

coisa boa né, poder ser 100%, poder viver livre e alegre, sabendo que vai se agradar e agradar ao próximo por essa simplicidade toda de existir no básico, no amor e na paz!

eu demorei um caralhão de tempo para compreender esses “trens” todos dentro de mim, tantas vozes falando ao mesmo tempo, tantos filtros sendo usados para ouvir melhor, e ouvir a vozinha da criança falando “vá brincar feliz…”, e ouvir a vozinha do artista falando “vá pintar ou não, mas vá feliz…”, e ouvir tantas outras vozes falando e se assumindo, e a mulher dentro de mim falando “vá ser feliz…”

eu tive a sorte grande de conviver e conhecer mulheres tão maravilhosas e inspiradoras, com histórias de vida tão ricas e diferentes, que é tanto aprendizado que transborda de mim… diferente dos “machos héteros cis”, principalmente aqueles que achavam que sabiam mais de mim e da minha vida do que eu mesmo… eu fiz e faço terapia há alguns anos, justamente para tentar chegar o mais perto de “mim”, daquilo que “eu sou”…

me assumi, sou um(a) escritor(a), sonho de infância que cresceu e tomou força numa das fases mais sinistras da minha vida e para entender, fui escrever… a arte nasceu comigo, dentro das minhas veias correm tintas, cores, pincéis, criatividade, lápis de cor e máquina de tatuagem… só coloco para fora aquilo que sinto, as telas contam histórias, e os contos curtos, bem, falem comigo, por que para mim está valendo muito a pena essa vida!

“Adeus…”

ele possuía cascos fortes e grandes no lugar dos pés, e sobre sua cabeça dois chifres curvados e pontiagudos brilhavam juntamente com aquela argola pendurada em seu septo nasal… seu olhar era sereno, sua atitude lenta e paciente e tinha uma resistência enorme…

ela tinha uma linda cauda comprida que terminava com uma agulha na ponta, lustrosa e negra… no lugar de mãos possuía garras em formato de pinças, e se movia de forma furtiva e desconfiada… era perigosa, incrivelmente bela e sua picada era mortal…

as duas mais belas constelações vistas no espaço, desenhadas pelos antigos e estudadas pelos cientistas dos astros, faziam um caminho reto, em via de mão dupla, indo e vindo em energias singulares… eram as únicas constelações com essas características de comunicação… uma linha direta, que podia trazer uma convivência maravilhosa, tão fluida que mal era necessário abrirem suas bocas para conversar…

porém podia ser a pior comunhão de todas, pois essa concretude entre eles também traziam suas características mais complicadas, a preguiça e lentidão de touro contra a voracidade e sagacidade do escorpião, deixava o bate-papo bem caloroso e por vezes, por discórdias infantis, uma briga de proporções homéricas sem o menor sentido em suas existências…

ele queria vê-la novamente, senti-la… durante aquele percurso, algumas vezes ele soube que ela não o quis como amante, amigo ou qualquer relacionamento… e então, hoje em dia, ele só imagina como seria esse encontro, melhor dizendo, reencontro… ele se aproximou vagarosamente, com a cabeça abaixada e fazia um som como um ronronar de um gatinho… ela também se aproximou, com a cabeça abaixada e movimentos languidos… encostaram suas cabeças, testa com testa, sentidos alertas, cheiros marcantes, toques desejosos, um tesão que não cabia em um universo tão pouco entendido… eles giraram seus corpos celestes, e se afastaram com as mãos em pose de ataque, os dentes amostra como se fossem leões para uma briga… “por que você fez isso?!” ele perguntou raivoso com lágrimas nos olhos e pronto para essa investida… ela abaixou os braços… “não vale a pena, você sabia e eu já tinha te avisado… você não acreditou em mim, e quis se iludir por nós dois…”

ele engoliu a seco o choro, estufou o peito e virou-se de costas, caminhando para longe dela… e depois desse sonho louco e sem destino nenhum, após mais de ano sem saberem um do outro, ele decidiu que aqui, nesse conto, iria acabar com tudo, e colocar no final daquele longo caminho, o ponto.

“Nada…”

os sonhos estavam vindo com uma lucidez impressionante, e ele conseguia se lembrar de detalhes encabuladores para lhes contar… ou não, afinal, se todos somos adultos, o que ouvir algumas intimidades de um cara qualquer significa, até por que vivemos num país de “putaria total”, não é mesmo?!

aquela mulher com feições orientais era a pessoa mais bonita que ele já havia conhecido… o mais engraçado é que segundo uma ideia boba dele, ele não “curtia” muito visualmente as pessoas de olhinhos puxados, porém, as duas mulheres mais bonitas (e quando ele pensava sobre beleza, ele pensava sobre o rosto, por que o corpo, enfim, é só um corpo, e isso não é importante de verdade)… eram “nisseis”… essa em especial estava nua em sua casa, e o recebeu com muito agrado, carinhos e beijos… ele sabia que era um sonho, mas podia sentir tudo com muita realidade, cheiros e toques… até que a campainha tocou também, e era o “namorido” dela, que o cumprimentou com um largo sorriso… as cenas que se seguiram eram confusas, muitas pessoas para lá e para cá, e ele curioso pois a mulher continuava nua e atuando como se fosse normal (para ele deveria ser, se está em sua casa, para que está usando roupas?)…

o outro sonho foi estranho também, sua ex-cunhada e outra pessoa que em algum momento ele até pensou em ser sua própria ex-esposa, mas não era… talvez… não fosse… e eles conversavam e iam para um mercado fazer compras para um almoço, e ele percebeu como sua ex-cunhada estava curiosa e perguntava tudo, e ele pensando “ela quer saber tudo para ir fofocar para minha ex… esse sonho também tinha cheiros e toques, muito muito real mesmo…

e para finalizar ele teve mais um ou outros sonhos, todos lúcidos; dessa vez com aquela amiga surfista que o encantava, depois com aquele cara cumprido e magrelo, mas de feições lindas e um jeito de moleque que mexia com os órgãos internos dele… a confusão vinha daí… seriam mesmo sonhos, delírios de sua mente perturbada enquanto dormia e lá no fundo traziam memórias… ou eram memórias de situações vividas em seus dias passados… ou desejos incutidos em seus neurônios e que vinham falar com ele às vezes, arrisque-se mais, tente mais, aprofunde-se em si e sinta as respostas… ele sentou em seu “mat“, postou as mãos em sinal de benção e meditou profundamente até se conectar com o…………

“Ser… Adulto!”

ahhh!!! é desses encontros lindos que a natureza nos propõe… ele estava dentro da água do mar, a maré baixa, conversando com o oceano inteiro através das energias deliciosas que aquelas ondas proporcionam… claro que é uma viagem da cabeça dele, imagina, o mar não tem boca para falar… tem?

entre risadas, bebericadas em cafés e tragadas em cigarros, ele e ela se encontraram para bater aquele papo gostoso cheio de ideias mirabolantes e duvidas sobre essas questões básicas da vida… questões que podem não ter a profundidade do saber do ser, de si e do universo, e que no entanto, mexem de qualquer forma com todas as vidas humanas que se relacionam entre si…

_ é engraçado… ele dizia… _ depois que ficamos adultos, essas regras sociais parecem piores, parecem que nos cercam mais… tipo, já ouvi e vi tantos absurdos…

_ essa ideia de que adultos bebem somente bebidas alcoólicas e fumam seus cigarros e caminham pelas areias da praia sem brincarem com o oceano, sem se lambuzarem com um sorvete… ela completava… _ e a ideia doida de que adultos não podem morar com os pais, mesmo tendo “independência financeira”… _ cara, e se eu quiser morar com eles para cuidar deles, continuar essa convivência, esse aprendizado, como isso me diz que não sou adulta?

essas duas pessoas soltaram fumaças e risadas e continuaram suas reflexões sobre esse mundo “adulto” e chato pra caralho!
_ imagina, tenho que pagar um monte de contas, tenho uma correria danada para chegar ao trabalho e fazer coisas que irão agradar pessoas que nem conheço, isso não faz o menor sentido e tem gente falando que isso é ser adulto… ela passou a mão nos cabelos ondulados…

entre risadas ele completou a fala dela… _ pior é me julgarem por gostar da “minha” jujuba… o exagero está em não cuidar da saúde, agora falar que temos alimentação infantil e que isso não é certo, gente… quem é que sabe o que é certo mesmo? adultos são obrigados a fazer terapia? faz parte do ser adulto fazer academia, batalhar por contas maiores para ter coisas que não usam, ou que no final da vida se entende que não trouxeram status nenhum…

ela estava dentro do mar, junto dele… era justamente o contrário, não era o fato de serem adultos pela idade, ou poderem trepar alucinadamente sem precisar dizer uma palavra sequer, ou ter que fazer poses e caras para parecerem diferentes com status de mais “isso ou aquilo”… mais risadas… e depois aquele beijo que demorou meses para acontecer desde que se encontraram pela primeira vez…

ela o havia inspirado por fazer… era mulher, surfista, desempregada, ex-esposa, amante de yoga e da natureza… e não parecia nem um pouco “adulta”… ele era artista, viajante, amante de natureza e tentava praticar o yoga, era maconheiro, se assumia uma “criançona” e há anos estava desempregado…

os dois eram adultos em seus mundos considerados infantis pelas pessoas de gravatas e saltos altos em grandes cidades, e que invejavam essas duas pessoas enquanto viam seus canais de streaming pensando… “poxa, como gostaríamos de fazer isso, mas somos adultos”………………. =D

“Cinco Anos!”

passaram-se cinco anos desde que ele adentrou por aquela velha porta que um dia foi a entrada do “seu quarto”… ele havia crescido ali até os trinta anos mais ou menos, quando tomou coragem e foi buscar sua própria vida… até então sem saber como e apenas seguindo a boiada naquela ideia absurda de estude, trabalhe, case, gere uma família e dividas, comprando coisas que acha que precisa para parecer um cidadão normal como qualquer um pelo mundo…

jamais imaginou as cenas e as situações que iria viver, jamais imaginou sua volta à “casa da mãe” como foi, jamais imaginou transpor à porta pelos motivos que tinha, jamais foi aceito de volta, e jamais quis voltar…

sentou-se em uma cadeira e colocou o computador à sua frente… o barulho que lhe lembrava filmes de zumbis era constante vindo do outro quarto… ele fechou os olhos e pediu às energias universais que ele tivesse forças, que encontrasse algo que lhe trouxesse a sanidade e a paz… foi então que a coragem surgiu com a vontade, e a disciplina ao lado, com aquele pensamento e atitude de “todos os dias escrever um conto e fazer um desenho”… todos os dias…

pela primeira vez sem se importar com as críticas, pela primeira vez colocando uma meta, pela primeira vez criando através da constância, pela primeira vez sem nenhuma vergonha de mostrar suas ideias, falhas e acertos, e com alegria… cinco anos depois… ele olha para aquela engelhada situação com um sorriso enorme na cara, com um agradecimento imenso à sua mãe, e claro, a si mesmo… há cinco anos nascia os “Contos Curtos” (assim ele resume carinhosamente)…

hoje, mais maduros, ele, estava ali para contar mais que a sua história… são histórias curtas, são histórias fictícias em lugares reais, são encontros com pessoas excêntricas e surrealistas, são situações verdadeiras de sentimentos palpáveis, são sonhos vívidos e lúcidos, tocáveis e delirantes, são como orgasmos energéticos de suas células em seu jubileu… são cinco anos de “Contos Curtos da Vida Lá Fora…”… 😉

Leia e Sinta! ❤

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