Luto!

quantas mortes são necessárias para entendermos a importância de falarmos sobre ela? quantas maneiras existem de morrer e quantas delas classificamos como “normal”? quantas dessas mortes que vemos acontecer todos os dias em todos os lugares onde há vida, quantas dessas estarão ao nosso lado?

o entendimento de que cada ser vivo irá morrer, e o escolher a maneira de viver bane essa ideia, com medo ou nojo desse tema que deveria ter mais carinho, pois de qualquer coisa que você pense, invente, tente, faça, sinta, a única certa de acontecer é a morte… democrática pois irá acontecer com todos, mesmo!

Mais e mais… <3

Mudei!

é aquela hora da mudança, sabe, vocês conhecem muito bem… acontece várias vezes na vida, além de ser algo bem físico e sentido pelo nosso corpo, e… a grande sacada é que se conseguimos perceber as sutilezas diárias desse movimento contínuo (ou pelo menos assim o entendemos), aquilo de viver numa paralela positiva rola mesmo!

Muitas risadas entre aquelas duas pessoas amigas que haviam se entregado para uma vida de mudanças completas, do exterior total, de casa e paredes, suas tintas fugindo com o tempero da natureza que castiga delicadamente cada tijolo…

que construiu nossos seres, especiais e particulares, somos seres incríveis, usinas de energia completa e funcional, que como qualquer coisa, irá durar por um tempo… aquele que não entendemos e muitas vezes desperdiçamos por não aceitarmos a mudança…

Sara levantou-se do enorme pufe em que estava agarrada junto a um novo “monstro” de sentimento que apareceu para si, e se identificou na hora! apesar de não conseguirmos definir muito bem, podemos dizer que a Mudança se parece muito com uma gata bemmm crescida!

Pequenos Poemas Visuais!

Tudo Liga ao Centro…

é agora! teve gemidos altos, as histórias que as estradas contam, o que aconteceu entre quatro paredes e fora delas principalmente, sentem-se minhas queridas pessoas e ouçam com atenção, esse gemido de prazer, descontrole e tesão, estradas e luas contam, sorrindo o que vocês escondem, ou mentem para si mesmas, “eu não faço isso não!”, morrendo de vontade e morrendo de tesão!

vai embalando nesse ritmo pulsante, o corpo dança com movimentos moles e geométricos, foi o que ela comentou, “você dança geométrico!” e caíram na risada… foram com tantas pessoas legais que aquele cara trombou na estrada, os locais de chegada, casas e bares, lugares aleatórios… aonde é que eu estou, e mesmo sem saber, sabia sim, sentia o frisson no umbigo…

e aquele conto viria a se tornar uma lenda, de alguém que se envolveu com a vida, que deixou a alegria tomar conta, que entendeu que responsabilidade tem haver é com fazer o que gosta, e que sim que bom terão caminhos tortos, “hard” e tudo aquilo que não queremos ao sermos obrigados a usar alarme para levantar as 6:30 da matina… sem mais!

ao se lembrar e se parar para pensar só um pouquinho, as contas não batem por que você só vem uma “vezinha“, aproveita esse tempo e vai relaxar meu amiguinho!

fecha os olhos um pouco, sente a escuridão tomar conta e ser boa, o vazio dentro de toda expansão que sua mente alcança… medite… deixe sair isso tudo daí… e volte para cá sentindo os calafrios pelo seu corpo, adormecido voltando para um abrigo aconchegante no umbigo…

é tem mais um sim, voltou a imaginar como seria, aquela ação inteira sentindo a euforia… pessoas irão ver e falar, o auge irá voltar, cada um na sua vida e na sua sequencia, altos e baixos em potência, sinta e sente tudo, está no centro do corpo, aonde o prazer do gozo chega, quando os olhos se cruzam e as salivas molham corpos exaustos do universo… sinta no umbigo!

Resiliência!

Eu estive escrevendo sobre coisas aleatórias a minha vida inteira?… esse sentimento de não saber aonde o caminho vai levar, e ao olhar pra trás não gostar muito do caminho que vê… aquilo que já foi… já…. foi!

seres humanos pensam juntos, e quando isso ocorre uma explosão brilhante de boa energia é emanada… isso é sentido, por nós dentro do corpo, por dentro da pele, uma tremedeira que não se controla…

mas, o que estava lá fora então? o que tinha de tão interessante para se contar, sobre o cotidiano, rotinas ausentes de almas destoantes… usar sentimentos sórdidos que corroem a alma faz qualquer poeta ser um grande ser das letras, mas é doloroso demais, e como artista já possuo sensibilidade o suficiente para usar as palavras para voar aonde os traços não me levam…

eu preciso dos dois, jamais conseguirei escolher uma só, e na real eu nem gostaria de ter que passar por tal disputa interna… a batalha do artista já é em seu próprio lugar de cultura a sua fala direta através de cores e caligrafias…

lembrei-me de diversas histórias, e me coloquei em terceira pessoa, iria viver o personagem como tantos outros fazem e fizeram, nada de novo, a não ser o jeito de contar o que foi vivido… mesmo que a maioria das vezes, a ficção pareça bem melhor que a realidade do calor intenso de um dia qualquer…

clichês e rotinas… quem não quer fugir da sua casca particular, trocar como fazem os répteis que trocam de pele, deixando pra trás parte de sua história, aquela que não lhe interessa, que só é um peso morto… e nesse caso literalmente… troquemos nossas peles, eu quero deixar para trás muitas coisas inúteis, memórias que não servem para criar algo bom… e deixar fluir as de alegria que irão causar frisson…

de a volta e mire seu olhar, lá fora estará, muitas coisas boas para acontecer, é através das histórias que irei contar, sigam os contos pois são curtos, e deixem a força surgir e sintam seu impacto, pois são enormes!

Arte + Design = Lindezas!

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Gente linda estou com uma loja transformando minha arte em produtos lindos, me reinventando nesse momento alucinado, pedindo amor e paz pro mundo todo!!!! ✌️😘😊

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#apoiemartistasindependentes

Você está “chapada” Elisa?!

faltava um minuto para as 16:20hs… um monte de gente naquela pequena igrejinha cantarolava em ritmo descompassado “glória, deus e amém”… e na outra igreja que ficava em frente podia-se ouvir as batidas frenéticas de lésbicas futuristas e sapatonas convictas, todas na onda de Ga31, a artista com a voz feminina do google…

passaram 4 minutos, Elisa acendeu a bituca minúscula que havia encontrado, e até aquele momento não havia se dado o direito de saborear o que há de bom em utilizar a erva santa… ela não sabia o quanto fumar um baseado teria facilitado esses primeiros meses no mundo colapsado por causa dos “homis“…

ela sabia que havia tido sorte de estar em um bairro de classe média alta, ou seja, os machos da espécie em sua maioria estariam trabalhando fora de casa, e mesmo em pandemia total, os boçais gostavam de se achar bons demais para acreditar em tal doença, e acabaram assim… não eram apenas zumbis babando e se batendo por futebol… era real, e eles continuavam tão inúteis como quando estavam vivos, porém, não era nada legal saber que podia ser um petisco para eles…

Elisa pensou em sua próxima mudança… teria que sair daquele apartamento e ir explorar outros… nunca foi corajosa, e nas três vezes que teve que se mudar teve a sorte de achar os lugares bem ajeitados ainda, e com certa reserva de comida e água…

quantas vezes você vai mudar em sua vida… não só de casa… de vida mesmo… entende isso?!… você se deixa sentir o prazer, ou está tão preso nos afazeres que foram estabelecidos pela sociedade de plástico que esqueceu como é… desejar… as únicas duas coisas reais que seu corpo irá gritar contigo é pela comida e pelo descanso… fora isso, são fantasias humanas baseadas em loucuras particulares e coletivas…

Elisa estava louca e vivia em um mundo pandêmico… (quem nunca?!)

Sonhando ou Vivendo?!

e então descobriu-se que era só tentar viver de forma mais correta possível, com isso querendo dizer literalmente não roube, não mate, não sacaneia outro ser humano… ou ser vivo!

e parece que a maioria de nós não entendeu lhufas do que era para ser feito, já que não há manual conhecido para nos mostrar o caminho… ou os…

seja como for, sabendo de detalhes assim, e que ainda tudo tem um fim que possivelmente será doloroso em diversos sentidos…

Elisa mordeu aquela fatia de pão como se fosse um suculento almoço… os valores mudam rapidinho quando pensamos que temos que caçar, algo que não sabemos fazer, e ir no mercado onde um amontoado de gente mal educada durante uma pandemia não chega perto do que é a situação que virá após…

e reviveu clássicos do rock dos anos 1990… sentia-se poderosa, como…. ?!

Se colocou de pé ajeitando a roupa, suja e amassada, porém nenhum rasgo… ainda…

como os da vida? daqueles que não há como voltar atrás e cicatrizes serão formadas e fechadas de jeitos diferentes, para cada pele, um sentimento… a dor… a letra da música falava algo sobre não haver mais lágrimas… me deem seus sorrisos mais verdadeiros, aqueles que estão fundo aí dentro de cada involucro da alma…

pesado e solado, solado, solado… gritou alto e mais alto e quanto mais alto gritava mais barulho ouvia… eles se aproximavam rapidamente, por que fez isso sua estúpida?! Se questionou e voltou a raciocinar… será?

Sentido-se Só…

e quando tudo se acostumou em sua cabeça, foi revelada tamanha loucura… apesar de fazer todo o sentido o que estava vivendo naquela situação, Elisa entendia que o caminho era tão claro para o absurdo total… como ninguém quis impedir…

tem que acreditar que existe alma e tirar uma força sobre-humana de dentro para fora… buscar esse tal espírito interior para conseguir sobreviver no dia a dia lá fora…

ela precisou fugir da casa dos pais de Cassia, sua ex e conseguiu chegar a um pequeno edifício em uma rua central… estava exausta, faminta, fedida, e literalmente com a alma machucada…

será necessário passarmos por situações que não queremos, que acreditamos não ter escolhido… ou que fingimos não ver, colocamos a peneira no sol e adivinhem né, a luz passa pelo mais ínfimo buraquinho…

eram parágrafos curtinhos como os sonhos humanos… vidas que passam tão rápido que a tal inteligência e civilidade não aceitavam a velhice… e agora? aceitam esses “homis” como são? destruidores e genocidas, verdadeiros assassinos que não se importam a não ser com o próprio… acho que nem consigo se importam, são tão infelizes… são como a própria doença, a própria condição da tristeza vigente…

ela não se permitiu entrar na depressão… não no fim do mundo… não sem uma cama com alguém para abraçar…

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