“governice quarentidena”…

de verdade sinto algo que talvez fosse visto como no mínimo estranho, porém é assim mesmo, com as pessoas que se dizem “presas na quarentena”… uma ideia humana para variar que nos põe em contato com nosso maior amigx e inimigx ao mesmo tempo… o que faz o cérebro ficar mais confuso do que já é nos dias que são considerados normais…

ainda não compreendo como a maioria leva a ideia de vida conectada quase que 100% ao “realizar trabalho”, ou seja, uma tarefa diária, cotidiana e insatisfatória para essa grande maioria, por conta de um soldo irrisório que não compra os sonhos e acabam alimentando-os ainda mais… com suas tendências egocêntricas e egoístas e tudo isso ao mesmo tempo, nem é bom!

daí parece que aquela música clássica do nosso rei do rock nacional, com seu cavanhaque e violão pendurado no pescoço tocava por aí “no dia em que a terra parou”…! uns vão dizer que é previsão, outros dirão que é maldição…

e pela primeira vez na história os seres humanos podem escolher, dentre milhões de escolhas idiotas que fizeram, fazem e farão, mudar completamente o sistema, e desacreditar essa economia sem-vergonha; e liberar as fronteiras colocando os seres humanos como a espécie única que são com a diversidade linda que temos de culturas e cores!

ou seguiremos os dias caóticos na espera do apocalipse total… estamos preparados?! por que não será como nos filmes e séries, e tem lugares que vivem isso há muitos e muitos anos… por aqui, na pátria amada do falso governo, o que podemos dizer, que esse é um conto muito verdadeiro!

Poema & ?…

essa espécie reclamante, reclamadora e reclamosa, vamos lá, aqui começa mais um poema de tirar “prosa”!

não posso negar que dá um tesão danado, adoro criar e escrever, porém esse é um poema um pouco “desaforado”…

porque faço parte de uma espécie chata e às vezes sou eu tanto quanto outrem… O que sinto no coração e a forma que minha mente pensa… E garanto que cada um tem o seu e como o meu não tem ninguém…

E aí vem aquela sequência de perguntas: porque essa eterna insatisfação, essa sede por “ter”, sendo que hoje em “teoria”, temos um limite para viver…

o poema que muda para conto durante sua composição, inegável a delícia da fluidez da mente ligada ao poder construtivo do nosso coração…

para onde vamos, de onde viemos e o que estamos fazendo aqui, sério mesmo minha gente, vamos deixar fluir!

ninguém nunca voltou para nos contar nada, e muito menos um “oi, viemos do futuro!”… o que creio importar é um agora “gostoso” pelo justo nome de “presente”, e pra finalizar esse venho com um desejo enorme de que todos estejam seguros! =)

Poema da Cura…

tenho que achar a rima perfeita para o meu amor que se deleita…

como é irônico esse ser criando mais e mais regras para se estabelecer… imaginando em seu umbigo real que crê que em sua patética vida também é…

o ser…

é uma vida só que passa como um raio, não importa se será com um vírus ou em um acidente rodoviário…

uma vez e muitas escolhas, então saibamos fazê-las com sensatez… encontraremos pelo caminho muitas pessoas, muitos lugares, muitas culturas…

que vida linda e essa é a nossa vez!

percebemos que estamos passamos por uma fase intensa de transição… do século XX ao início do XXI, muita história, muita riqueza e muita confusão!

do que quero falar do caos ao delírio… de um universo inexistente para muitos, perdidos em desequilíbrio…

tenho que achar a rima perfeita para o meu amor que se deleita…

Uma Música…

eu estava na rede deitada… estava relaxada e usava quase nada…

ele apareceu e meu corpo se estremeceu… por que você mexe tanto com o meu eu…

essa mulher estava na flor da idade, tinha coragem para se jogar aos ventos sem…

sem se preocupar muito com os acidentes… olhava diretamente para o delicioso sentimento… que toma conta do ser quando se está em pleno…

prazer…

eu olhava para esse cara com curiosidade… confesso que no início não tive a vontade…

mas depois, como assim ele nunca se aproximava, aquilo me deixava confusa…

aquilo me causava…

mais vontade…

vontade de interagir…

vontade de me assumir…

sou mulher, por que não posso lhe beijar?

e então nos descobrimos em um jogo difícil…

somos da mesma espécie, por que não conseguimos nos comunicar…

nos entender?

eu estava deitada na rede olhando para o mar…

fizemos sexo e contemplamos o universo…

ele existiu em minha mente…

maliciosa… mente…

neurônios… iôns… sons…

sou um homem ou uma mulher… o que isso importa com tantas milhões de possibilidades de existências em um universo que se diz infinito…

ou qual é o tanto que nossa mente…

novas conexões… neurais… astrais… você crê em algum tipo de…

energia?

Quimera…

Deveria ser em um cenário utópico de alguma sociedade hiper avançada com valores completamente diferentes dos nossos, tanto individuais quanto coletivos… contudo a vida era por aqui mesmo, com suas nuances de relacionamentos marcados por ideias distintas de um ser que compreende minimamente a maior duvida de todas, “o que eu vim fazer aqui…” para cada um de nós, ser de uma espécie, ninguém tinha a resposta, alguns poucos procuravam e tentavam transmitir através dxs Cavaleirx da Virtude… A Religião foi criada pelos humanos, mas era forte demais através de uma fé, às vezes tão forte que realmente podia “abrir marés” e “mover montanhas”… Apartada por alguns outros humanos, ela seguia firme na loucura mundana, onde hecatombes aconteciam devido aos fortes adversários conhecidos como Os Pecados Capitais… A alegria rodeava, apesar dos dias sinitros que se seguiam enquanto aquela espécie cometia mais e mais atrocidades com seus semelhantes, desviando as palavras da Religião… Que dessa vez apoiada pelas suas “irmãs” de Virtude, Filosofia, Artes e Ciências andavam determinadas a conquistar suas amplitudes entre aqueles seres, e muitas vezes de formas colaborativas, juntavam-se para definir novas disposições para os relacionamentos abobados, deixando fluir mais e mais “princípios” de novos tempos, diferentes ideais… Em uma macro ideia, só vale a guerra entre as Virtudes e os Apocalípticos, tudo em uma ficção só!

Paralelas…

Estavam lá aqueles dois camaradas sentados na beira do mar e conversavam sobre essas relações bizarras que o dia a dia nos trazia… um disse “… cara, o idiota que cercou um pedaço de terra ferrou a vida de todo o mundo…” e o outro emendou “…a partir dai, amor, felicidade, e até mesmo a paz estão sendo comercializadas com o nome de verduras orgânicas, carros hibridos e experiências de viagens…” cairam na risada, terminaram de fumar a planta da conectividade e foram nadar… antes, deixaram chinelos e um isqueiro e correram para a água… a sensação deliciosa que o gélido azul trás quando se relaxa, deitando sobre a espuma branca das ondas, deixando o movimento de vai e vem balançar o corpo como em um berço, e os barulhinhos diminutos que estalavam nos ouvidos, contando as histórias de amor das pedras e dos ouriços. De olhos fechados, ele abriu os braços e pensou na quantidade de vida que existia naqueles sons… viu cores brilhantes arrepiarem seus poros, sorriu como criança ao afundar o corpo e trocar olhares com peixes, polvos e estrelas do mar… ao subir de novo sentindo a água escorrer pelos ombros, olhou em volta quase trezentos e sessenta graus, e aqueles prédios enormes pareciam distantes, como em um quadro pintado sobre as montanhas verdes e marrons… um deles voltou a falar “… cara, é viver na paralela, achar as coisas que se gosta de fazer, e fazer…” o outro, que é um músico espetacular, só pode rir com tal afirmação e completou “… vamos fumar mais um e ir para a rua tocar, hoje faremos um pouco mais do que o capitalismo quer, e depois podemos voltar a viver a vida de verdade…” e mergulhou na ternura azul do dia…

Simulador…

As lembranças são algo engraçado, até quando se está vivendo um momento suave… notas, lembrando também que cada um tem sua própria interpretação para o que é suave… sentido na pele, e sentindo os raios matinais ebulecerem a mente e arrepiando corpos humanos que estavam lagarteando pelas areias praianas de qualquer litoral paradisíaco, e olha, tem tantos que eles já conheceram e outros tantos para se conhecer que uma só vida é muito pouco para esse jogo…

Referências…

Ahhh… e lá estava ele, sozinho novamente… é engraçado, quando foi que estivemos mesmo com alguém… a pergunta é simples, pelo menos ele achava… todos somos inteiros, todos somos únicos, e a tal sociedade pinta aquela máxima de procurar sua “cara metade”… somos metades para serem “completadas”… ele não acreditava nisso mas nem… fudendo! a melhor coisa que poderia ter feito é ter conhecido os contos de Bukowski e visto um documentário horroroso mostrando como aquele sujeito era ruim… um ser humano ruim… porém, verdadeiro… verdadeiro com seus sentimentos, com suas ânsias, com suas palavras, era isso que demonstrava em seus contos, com seu personagem alter ego, destilando à verdade que não gostamos de ver nem de saber, preferimos as notícias ruins de que as guerras acontecem longe de nós, ou as novelas criando fantasias de amores impossíveis e que os “malvados” serão punidos pelos seus crimes… ele parou e pensou de novo, tudo isso é humano, vem sendo criado por eras e eras, nem sabia mensurar um tempo, só sabia que desde o início e desde o sempre, parece que a falha humana, ou a fome de bactéria, o instinto de ataque gratuito, e só por que sim…

Esse próximo parágrafo será melhor, ele dizia… todos os dias de sua vida, todos os momentos em que acordava sem entender o por que estava acordando, por que seus músculos reagiam e seus olhos se abriam e ele sentia a energia entrando… estava vivo! Então vamos começar mais um dia, o dia a dia, lembrando os caminhos paralelos… saiu a pé, foi fazer aquela tal busca que já colocaram nos guias de turismo que você vai encontrar seja lá o que for, se fizer, caminhos de compostela, lembrava a ele de “compota”, de morango ou de cereja, tanto faz, gostava de frutas… O que ele queria com isso, escrevendo dessa forma estranha, às vezes pontuando coisas que pareciam não ter a menor ligação entre elas… lembre-se, se viemos do pó e a única certeza era a morte, ele escreveu um conto chamado “Tudo”, e o universo, quando você olha pro céu escuro e vê as pontinhas brilhantes lá em cima, são estrelas, será que são… e lembrou-se de uma pessoa que passou a atmosfera que relatava o quão pequeno somos, um sentimento de imensidão de vida, de grandiosidade, mas não do ser humano, e sim de um todo, dos azuis, das nuvens cobrindo a terra, dos movimentos da natureza… e não dava para ver pessoas, elas estavam lá, ele sabia, mas não dava para vê-las… qual é a sua importância?!

Para… Tudo!

A robotização era algo que deixava ele muito inconformado… as gerações passam e passam, porém não mudam sua forma de atuar num mundo pra lá de lindo, cheio de coisas maravilhosas para se conhecer e fazer… em um lugar onde liberdade significa cumprir tarefas, ele se sentia mesmo vivendo em um video-game controlado por alguma entidade sarcástica que infelizmente só propagava as mazelas que existem mundo afora… pelas populações inconformadas de uma espécie que sequer procura mesmo viver o dia a dia de forma leve, que está apertando parafusos e acha legal e importante fazer isso para uma empresa de renome, para um status social, para um lugar melhor ao sol… opa, se quer um lugar ao sol, vá para a praia meu amigo, não entendi sua escolha de viver como todos os outros, cegos por viseiras de regras que nem sequer sabem de onde veio ou para onde vão, seguindo filas e mais filas… viajar para europa e ver a grande torre de ferro, passar um perrengue danado para tentar tirar uma selfie que mostre toda a grandiosidade do ser inventivo, fazer aulas de yoga, com horários programados como as massagens terapeuticas, ou a limpeza de dente, sou uma pessoa legal por que tenho amigos de diversas etnias e opções sexuais variadas, e eu não tomo leite por que não sou bezerro, mas o leite de caixinha está lotando as prateleiras dos mercados… e a grande maioria, seguem os alarmes, para acordar, para almoçar, para mecanizar seus movimentos, para ter seu intervalo de trabalho, para seu relaxamento, para… para tudo!

Ahhh que Saudade…

Era assim que essa história longa iria começar, com sentimentos maravilhosos sobre o cotidiano humano, aquelas coisas do tipo acordar junto e trocar os primeiros olhares, os primeiros carinhos… café da manhã variado em cidades lindíssimas e pessoas tão amistosas abrindo seus lares, seus comércios, recebendo as pessoas com os braços abertos, um brasil que não é divulgado nem mostrado pelas grandes redes de comunicação, nem pelas pessoas que estão lá em “cima” governando… são tantas bobagens com tantos personagens que curiosamente dependendo da escolha que faz da vida, você vai fluir apenas com coisas boas, desviando dessas situações “estranhas” que não nos compete compreender, levando apenas um sentimento grato de existem notícias boas, e são elas que estamos levando pelo mundo afora…

O cheirinho do café entrou pelo nariz e fez o cérebro vibrar em festa, o sorriso abriu e o corpo todo estremeceu de felicidade… frutas frescas, um rio lindíssimo para aclimatar todo o lugar, às vezes era azul, às vezes ganhava tons de verde, a vozinha levanta um pote que ainda está quente, e dentro dele a farinha de gergelim que acabara de ser colhido, e ele lembrando da explicação toda, de um processo delicado para chegar às suas mãos e salpicar sobre a banana colhida do pé e amassadinha, colocada na boca e fazendo o corpo ter pequenos arrepios emocionados pelo sabor natural das coisas… coisas que os seres humanos estão deixando de presenciar, por não entenderem que segurança, polícia, essa política, a rotina cansada do trabalhar, e a pior escravidão de todas, seguidas pelos alarmes de relógios e calendários, com pessoas crendo que é muito importante e legal seguir, mesmo sabendo o resultado final… ninguém muda, não se dão chances, o céu é azul em vários lugares, por que achar que parados conseguiríamos atingir um êxtase de vida…

Mais de 8.000km rodados, mais lugares e mais pessoas… mais histórias apetitosas irão se firmar, serão contadas em livros e filmes, serão levadas para as crianças, para as pessoas que gostam de histórias, que são curiosas pelas vidas… ele parou com ela em uma pequena cidadezinha que conheceram num passado recente, produzindo arte, levando amor, cultura, e o melhor de todas as coisas, com aquele bom papo que agracia a todos, precisamos de educação minha gente, é a única coisa que pode “salvar” de verdade, pessoas pensando, pessoas realizando coisas boas, pessoas passando seus saberes empíricos… Ah que saudade da boa educação…

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