Absorvido…

letárgico…

larva…

ondulantes…

estímulos…

tintas…

roxo…

tons…

descendentes…

colunas…

tédio…

grudentos…

estalar…

mal…

positivo…

choques…

respiro…

abrir…

um poema que poderia resumir um milhão de sentimentos, sensações ou acontecimentos… o que é para vocês…; pois para mim…

nascimento…

Já está terminando…

eram apenas sete minutos para viver…

sete minutos para se levantar da cama…

sete minutos para saborear uma fruta…

sete minutos para fumar um cigarro… ou não…

sete minutos para ler um livro, ou pelo menos algumas páginas (?!)…

sete minutos para caminhar…

sete minutos para um beijo molhado…

sete minutos para estudar uma língua…

sete minutos para trabalhar…

sete minutos para escolher fazer o que quiser…

sete minutos para estar com seus amigos e família… ou sozinho!…

sete minutos para curtir o por do sol…

sete minutos para curtir o mar…

sete minutos para ler as notícias e se desesperar…

sete minutos para terminar a sessão de terapia para aguentar!

sete minutos de música que enlouquece…

sete minutos para sentir os cheiros penetrando e aguçando seus sentidos…

sete minutos para qualquer coisa que aconteça na vida…

e a escolha foi terminar de ver um filme na TV… o caixa difícil de vencer! =P

pequenos prazeres da vida…

a memória é um trem muito doido… ela é linda quando nos coloca dentro de situações lúcidas em nossas mentes… que nos mentem… em formas de…

memórias…

ela nos carrega para prazeres deliciosos como um café matinal acompanhado de uma pontinha minúscula num dia chuvoso; delícia de sentimento, a brisa fria pelo corpo, as folhas das árvores lambidas pela chuva e pelo vento em um ménage da natureza…

justificando algo que não é necessário, discutindo vídeos de gatos tentando se mostrar inteligente usando palavras que não existem no dicionário… sentindo na pele do peito um frio rejeitado, conversas aleatórias se permitindo conhecer pessoas… quando foi a última vez que você conheceu, ou melhor, se deixou levar e se abriu para outro alguém…

e conversou sobre gatinhos…

viu as árvores se transformarem, de verde para o rosa, perdendo folhas pelo caminho, ficando como se estivesse morta, e “revivendo” na primavera seguinte…

a memória celular, que está espalhada por nosso corpo, o amargor que desce lentamente do céu da boca, e é tão bom, lembrar…

tem pessoas que preferem azedos e ácidos, não só os sabores, nas escolhas da vida também… eu humildemente prefiro doce e amargo… misturado então… hmmm!

e uma laranja geladinha pela manhã… a obediência de toda sua estrutura física, estudos de línguas estrangeiras, ler e escrever… e a convivência com outros seres fazem com que você queira se afastar, ou melhor, entrar para dentro de si mesmo, um estudo de seu próprio interior intestinal, de suas secreções e das conexões iluminadas neurais… o frio na boca do estômago, está tudo aí dentro de você, daqueles ali, e de outros por aí… talvez de tudo, ninguém sabe ao certo como isso funciona… porém está em mim também… e eu gosto muito!

Que Essa Nave Nos Busque Logo…

era por volta das doze horas matinais quando resolveram sair da cama… elx usava usava um conjuntinho básico e preto de lingerie, e elx um short amarelo estampado com pequenos cavalinhos verdes… espreguiçaram-se e chegaram ao consenso… “não temos nada para fazer…” olharam-se com sorrisos largos em rostos estreitos e saudáveis… elxs moravam em São Paulo, uma dessas metrópoles que foram modificadas pelas pandemias de seres humanos… “sim, essa é a realidade socada em todos nós, seres humanos são como pragas”… elx disse à elx… ficaram em silêncio por uns segundos pensando naquilo, e elx perguntou de volta… “nós dois somos humanos, e eu não me considero uma pessoa má; e nem você…”…

foram do azul e branco para o preto, degradê até o branco novamente… como uma névoa que nos abre possibilidades diferentes por não sabermos o que está pela frente, isso é o que víamos… porém pessoas irão questionar e apontar com aqueles dedos inquisidores… “o azul era mais bonito!” olhos arregalados e dentes cerrados… e outros dirão: “gostei dessa estética, está “retrô” e “hipster” ao mesmo tempo, super moderno!”… olharam de lado e caíram em risadas, afinal, quanta babaquice não é mesmo… “o que você acha que irá fazer então?” dessa vez os personagens tomaram seus aspectos de gêneros sexuais, amalgamados de luz e som, suas células radiantes formaram o ser humano feminino, com seus seios protuberantes e bacia alongada no comprimento… levantou a mão esquerda alongando os dedos que surgiam como pequenas cobras verdes reluzentes e em sua frente, brilhando em tons adjacentes aos dela, com um aspecto mais robusto, seios reduzidos e caixa torácica ampla, o ser humano masculino encostou seus dedos azulados e uma pequena explosão de luminescência…

o barulho da água caindo trouxe-os de volta àquela realidade estranha, onde uma espécie atacava seus semelhantes abertamente enquanto outros cumpriam suas tarefas na esperança de alcançarem o topo da cadeia alimentar, e ficar ao lado dos corruptos e crápulas que pouco se importavam com o povo daquelas colmeias… elEs já haviam decidido que todo aquele mundo era deles, que todos os recursos naturais e criados pelos seus cúmplices, eram deles; não importava a vida dos velhos e muito menos dos mais pequeninos… uma espécie que chamavam de reptiliana, mas que para aquelxs duas pessoas que adoravam filosofar pela vida comendo pão com geleia e fumando seu baseado, eram os próprios humanos que não se assumiam… e então sentiam-se tão impotentes e ignorantes como todos os outros, afinal também continuavam acreditando que algum dia uma nave astral chegaria para buscá-los e livrá-los daquelas chatices todas…

literalmente! risadas!

Ruas…

um após o outro, haviam esses degraus que contávamos ao subir… um… vinte e três… trinta e cinco… cinquenta e… quantos serão? aonde estão nos levando… essa mulher que usava um vestido roxo olhava para uma outra pessoa do outro lado de uma rua, que parecia um tanto chique… a rua e a mulher… que usava um batom vermelho e isso não combinava tanto com sua roupa, mas até aí, o que tem… e a rua era iluminada por uma cerração amarelada… hmmm…

seguiu-se ouvindo aquele chiado que procurávamos de onde vinha, ou o que fazia aquele som que durante um tempo que se tornava insuportavelmente hipnotizante… foi um sonho aquele mundo parado onde as pessoas viviam apenas por aparelhos eletrônicos de telas interativas como essas de filmes com vidros especiais, brancos iluminados e com aqueles desfoques cintilantes nas bordas… como um espelho, se olhássemos do outro lado, veríamos nossa versão… qual veríamos?

marrom, dois, aquarelada, vermelho, terra, cobre… ouro… numeração das cores, cento e vinte e dois, dezoito e quatro… não sei se é essa a ordem, mas não faz o menor sentido quando aquela mulher com seu vestido roxo cruzou a rua e, quando chegou do lado de cá, estava olhando para si mesma, vestindo outras roupas, porém a expressão facial angustiada de quem não poderia compreender tamanha loucura… será? ela usava um chapéu enorme e vermelho e parecia um personagem brega e rica desses seriados americanos… uma preguiça de pessoa… no entanto, como podemos julgar somente pela aparência…

elas apertaram as mãos, as sensações eram gélidas, e as imagens líquidas… oi, meu nome é… eu sei… o meu também… ela levantou a mão e tocou no rosto da outra, e fez um leve carinho com os dedos… seus olhares se cruzaram e seus batons vermelhos recostaram-se sentindo a maciez toda dos lábios… elas se afastaram um tanto envergonhadas, mas ao mesmo tempo felizes… as imagens correspondidas afastaram-se atravessando as ruas perdidas daquela fria cidade… e deixando borrões vermelhos e cerosos nos espelhos…

seguiu-se outras cores e outros números, e pareciam apostas de jogos em cassinos miniaturas de um parque de diversão cercado pelos tubarões que usavam ternos e gravatas espalhafatosas… chamavam aquilo de engenharia, era um nome bonito; até que criaram um dispositivo que nos dava uma visão de cima daquilo que havia sido criado, da imensidão de concreto sufocante pintadas por grades de cores enferrujadas… pássaros mecânicos riscavam os céus desenhando as mesmas ruas e estradas que víamos lá embaixo, no formigueiro, onde a seguíamos junto as gotículas da garoa, aquela sombrinha da mesma cor do vestido que persistia em atravessar…

…Quebra-Cabeças…

haveria um jeito melhor de explicar essas ansiedades energéticas que estão rolando por aí e por ali… quais histórias serão contadas, estarão em livros escolares mentindo para as próximas gerações que crescem descobrindo que o mundo em que vivemos, ou melhor, as histórias contadas pelos nossos antecessores… não… são… tão…

os maravilhosos livros cheios de ilustrações que eu lia na minha infância, e aqueles em que éramos obrigados a ler na sala de aula e expor nossos problemas sociais ao errar… não havia perdão na infância… barras de chocolates roubadas e gols anulados em quadras de concreto criam traumas… ou paredes… passavam-se décadas, e continuávamos em cavalgadas solitárias dentro da mente, criando um futuro utópico e obscuro… não irá acontecer desse jeito… pois como o ditado falava, a vida não era realmente um filme… e não teríamos tanto tempo para cortar e montar as cenas do jeito que gostaríamos… a sensação de controlar o dia a dia marcando no calendário cada ideia de ação do que se quer fazer e culpar uma planta natural de que não temos atitudes… em relação para mover a engrenagem, ser aquela minúscula pecinha que lentamente empurra um todo gigantesco para poucos… humanos… que colecionam cabeças… e isso não é um conto de terror…

verdadeiras… não serão também… por que ninguém pode acreditar que essas histórias passaram e ninguém fez absolutamente nada, apáticos, e os que os viam pelas grandes telonas não entendiam por que aquelas formigas não reagiam aos “inimigos”… e esses eram vistos por outras telonas, maiores ainda… por mais energias, mais conexões, mais cintilações… e mais telonas… talvez de naves espaciais contadas em outros contos, que as pessoas comuns eram acreditadas por seus governantes “isso não existe!”… e depois diziam que sim… e depois que não… sim… mentiras…

pautadas em puras e sólidas… ou tempos depois… dez mil anos… 65 milhões de anos… datas especiais comemoradas por nós mesmos há cada vez que acontece uma tragédia que se torna uma comédia… por que somos assim, indelicados, porém criativos!

Mini Biografia…

sintam o cheiro das flores… conseguem sentir a quantidade de doces e cítricos que existem… sintam em suas peles, o toque das pétalas, do caule… a diferença dos sentimentos e dos sentidos de um mesmo sentido… a aspereza de um caule peludo que puxa seus pelos… é uma boa sensação, porém a sensação suave e macia da pele, sedosa e com nuances belas entre vermelhos e laranjas vinham das mesmas pétalas… e sempre seria assim até Mercúrio se trombar com um cactus… aquilo dói, podecrer que dói bastante!

puxando o mel madrugada adentro ouvindo uma orquestra quase circense… desvencilhando das antepaixões transumanas, das que temos necessidades de mudanças urgentes, de fora pra dentro, dos corpos para as mentes… a dança geométrica distorce o corpo e cria uma visualização estroboscópica e descobrimos uma cortina gigantesca… não é real… vivemos em uma grande telona… grande!

movimentos paralisados de uma colônia inteira; aproximando em um dilatado zoom in, percebe-se que não são colmeias… são cidades… e os favos de mel estão infestados daqueles seres que se atacam gratuitamente por conta dessa mesma tela… não quero ser o cara que escreve sobre a dor…

pequeno, apertado e verde… toda estrutura física se contorcia debaixo do cobertor para acertar aquela posição que esquenta e alimenta… sentiu os ossos estalarem e tudo ficou quentinho… o brilho da fogueira refletia em seus olhos, como as estrelas e a lua, sentados lado a lado trocando ardência amarelada…

eu quero escrever contos eróticos, jogos incertos, apocalipses distópicos e grandiosos de uma sensibilidade atingindo o ponto de convergência, conhecido como umbigo… haverão problemas maiores e menores, fugir é inevitável, será? ou tardar a viver dentro da mente brincando com as situações, prazer total, o fulgor imensurável por palavras humanas e aquelas que não entendemos ou traduzimos para nossas limitações…

fecha, fecha… alguém diz, tem que terminar em algo gostoso como essa música… eu vou, eu vou… todos cantavam em coro, parecia uma festa deliciosa onde as vibrações espalhavam uma alegria colorida e majestosa… essas ilusões que o coração nos prega e gostamos de sentir, por que da aquela sensação de que ainda tem mais um pouquinho de bom para viver… eu gosto de ser o poeta dos contos curtos!

Curto… Circuito!

Fredisom seguia o caminho de casa e sentia que era tudo muito diferente… as ruas estavam estranhamente vazias e o vento mais gelado do que o de costume para aquela época… também não se viam os veículos e suas buzinas estridentes… nenhumzinho! Fredisom achou tudo muito estranho, mais ainda por perceber que tudo tinha um tom meio “arroxeado” e nebuloso, parecendo um sonho dentro de um videogame bizarro… mas não era não… era dentro de sua cabeça mesmo, aquela confusão… inteira… complexa… completa… Fredisom tomou um suco de laranja e estava delicioso, o sabor era simples e doce… frutas da estação, fora de estação… dos pontos, dos acostamentos… um cruzamento de informações e Fredisom agora digitava alguma coisa pelo teclado de um laptop branco em cima de uma bancada bruta; e a câmera veio lentamente, saindo de seu rosto que tinha uma expressão tão lenta quanto a câmera, nos mostrava alguém com vontade de continuar tomando seu café e escrevendo aquele e-mail puxa-sacos para o chefe boçal de onde “trabalha… va” … Fredisom percebe que ninguém mais trabalha, que não existe mais esse mundo, alguma coisa aconteceu… ele sabe que está transitando por muitas situações ao mesmo tempo, dentro de si, e fora também… pessoas cruzam umas com as outras como se fossem hologramas, sentimentos realmente importam elas se questionavam enquanto Fredisom desligava a TV pela milionésima vez…

Desenho no Caderno…

São alguns minutos para o aquecimento total do forno. Ali estariam assando em breve algumas massas para recheios de geleias… não haviam desculpas e muito menos toques delicados… ela esquivou o dedo mindinho e ele sorriu sem graça… será uma eterna luta para resolver desde pequeninos problemas como apertar parafusos das hastes de óculos, ou ficar horas, dias, semanas pensando em uma equação matemática e física ao mesmo tempo, querendo resolver alguma teoria que “prova” tal ideia… prova… prova… mesmo… será…

até por que tal ideia faz tanto sentido quanto qualquer outra ideia que qualquer outra pessoa está por aí pensando…

o sono… sons lucífugos… júbilo livre… do povo para o povo…

ouvindo esses timbres, parecendo música… acalentando os ouvidos… criando dentro de sua cabeça um ritmo fazendo as pernas agitarem um pouco…

a anelação desenfreada por algo que não sabemos, por algo que desejamos sem ao menos entender o que é…

viver…

a assustadora …

sua condição monstruosa… sua feição conflitante…

desde o momento em que acordamos e estamos presentes aqui até o fatídico dia…

e então mais um dia passou… outro e outro e ninguém entendeu… continuamos sem entender nada… ninguém e nada…

e às vezes penso sozinho… sentado em um banco de praça, fugindo de pessoas que tem olhares apertados e sorrisos manhosos… tentando me esquivar o máximo possível de conflitos diários (luz acesa, luz apagada)…

me lembro quando criança que ensinado por adultos ignorantes, que pessoas que punham os pés na grana e que tinham uma aparência duvidosa (?!), nós deveríamos evitar…

quando EU pus os pés no verde infinito, sentindo nos solados dos pés sendo bicados pelas graminhas, e aquela sensação de molhado da natureza, o caderno no colo, o fósforo riscando fogo, um sorrindo vindo levinho, o medo se transformando em paz…

um conto desenhado!

Positivando…

sim, é importante escrever todos os dias…

sim, é importante produzir todos os dias…

sim, é importante ter mais prazer e aceitar o ócio…

sim, existe ócio criativo e é muito bom vivê-lo…

sim, existem reuniões animadas…

sim, existe prazer no meio de tanta dor…

sim, é com muita muita arte e muitos muitos estilos dela…

sim, com música, dança, muitas culturas diversas…

e não tem nada de piegas nisso…

nem de posições hinduístas para se chegar ao nirvana…

nem medo de viver… ou morrer de medo de…

morrer…

sim, é viver pelo prazer…

sim, se jogar em pleno ar e se perguntar, vai dar para chegar lá embaixo sem se machucar…

sim, por que só quem se arrisca, só quem sente o frio na barriga de ter feito algo diferente do que estava dentro de si mesmo…

sim, superando suas limitações, encarando seus medos e dando um passo de cada vez…

não é livro de autoajuda… nem lições de uma vida simples… de alguém que conseguiu fazer isso ou aquilo…

é sim por entender, que só é uma vez, e durante um tempo que passa sim, em um…

piscar!

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