A Dança Selvagem

Leia e Sinta! ❤️
…”jump in the houuuusseeee…. 🎼”

A Grafia dos Envolvimentos…

sabia que havia sonhado… a lembrança daquela cena era turva, escura, difícil de visualizar… poucos frames mostravam uma pessoa, uma tela enorme pintada também com um retrato de uma pessoa de corpo inteiro, e pela intensidade dos brilhos que saíam dessa tela, dava para perceber que era bastante colorido… se isso representava ou representaria alguma coisa, deixou Sara com curiosidade… o gatinho apareceu ronronando e se entrelaçando por suas pernas… ela se questionava como “artista”… haviam alguns anos passados e Sara aprendia a viver sozinha, e às vezes socialmente, porém, seus sentimentos se manifestavam agora com mais cadência, ela conhecera um sentimento que podia ser considerado mais uma prática… o desenho perfeito, de formas geométricas e fluidas, apresentava suas linhas de construção exibindo o processo criativo e ritmado da pessoa que o criou, ou que o manifestou, melhor dizendo… Sara conhecia a Disciplina…

“_ Hoje é um dia de conversas sérias, pelo visto…”… Sara usava uma calça de moletom folgada nas pernas e uma regatinha cor de rosa… sua inseparável toca de crochê compunha seu visual descolado… encontrava-se sentada de frente para a Disciplina que vez ou outra aparecia com cabelos escuros e longos, dançando em um vento que não existia, outra ora aparecia esbelta com uma cintura muito fina e um olhar cravado em Foco… outro sentimento, ou sensação, ou vai saber o que é né, Sara também não sabia, no entanto entrava nessa discussão um tanto acalorada sobre “ter” e “usar” Disciplina de vez em quando na vida, para algum tipo de entendimento e de satisfação por algo cumprido…

quantos sonhos iremos realizar ao longo da caminhada, essa seria uma outra pergunta caso tivesse o ponto de interrogação no final da frase, independente disso, sem pensar muito sobre, vai acontecer invariavelmente algumas vezes, e se estiver prestando atenção, concentrado e vivendo no presente “Agora”, podia escolher ser ou fazer como quiser, e portanto, quando havia Disciplina, essa trazia um método muitas vezes confundido com o militarismo rígido, só que de nada tinha essa característica… Disciplina e Alegria se davam super bem, trabalhavam juntos com tanto gosto que podia-se vê-los dançando em seus corpos ilustrados mudando seus formatos, cores e linhas em uma lenta fusão de Satisfação… outro sentimento, sensação ou emoção que surgia quando Sara entendia o que realizara de bom para si, e muitas vezes para outros em parceria também… Eram “monstros” mais “perfeitos”, ou mais…. “engrenados”…

Futuros Abstratos!

Leia e Sinta! ❤️
qual o formato do sonho?
não existe formato para o sonho!

“Alegria e Curiosidade geralmente atuam juntas?!”…

Alegria de saber que existem outras possibilidades, outras histórias, outros universos…
e a curiosidade surge…
o que há do outro lado?!…
Hmmm……………..
Leia e Sinta! ❤️

“Eu Estou Te Lendo…”

é isso que estou sentindo, é no corpo e na alma, são as “seilátilhões” de borboletas esvoaçando meu estômago inteirinho, uma alegria incontida, um reconhecimento puro correndo pelo sangue, em seus braços, sua extensão, eram as palavras e quando percebeu, o sorriso veio simples, direto, os músculos mostraram os dentes e suas formas… ocorre aquele mistura habitual de sua escrita, onde narrador e personagem são uma só imagem…

na escrita suas tintas espalhavam em formas abstratas que necessariamente formavam o que seus leitores queriam ler, ouvir, saber, talvez até mesmo, com uma leve arrogância, saber seus sentimentos… “leiam as entrelinhas, e as entre palavras, as entre letras e as simbologias das pontuações…” soltou um trago com tanta intensidade e amor… o coração bateu forte e o corpo arrepiou respondendo ao convite de viver o seu momento no agora… sentia-se conectado, podia perceber a textura da tinta, sua concentração e brilho, seu grude e sua fluidez… na escrita usa mãos, dedos, corpo, a pele inteira é um só sentido, uma só formação de prazer, rolava na tela, colorindo tudo com seus testículos e coração…

agora entendia aquele convite que uma vez recebera de uma pessoa amiga… “venha soltar esse artista de dentro de você, tente não controlar o seu traço, as suas formas… ou mesmo o que vai pintar… só pinte, sinta, deixe seu corpo fluir seus sentimentos no quadro inteiro!”… era um limite real imposto pela biologia, física, química, e até matemática… ela negava sua idade, suas formas musculares, seus ossos… um tamanho de aprendizado gigante sobre si mesmo, quem importa para si, próprio! esse encontro jamais ocorreu de forma sexual, apaixonada ou singela, selvagem seria, pois os dois eram extremos carnais… ela sabia disso… ele sabia disso… eles flertavam com o tempo, platônico; e genuíno…

Sinceridade Latente!

era uma primeira vez na vida que podia sentir essa sensação real, quase tocável com as mãos, vivida pela pele… lembrem-se, o narrador é o personagem, e eu costumo contar a história desse nosso amigo viajante, tanto de estradas quanto de vida, tanto de aprendizado quanto em sua própria cabeça e percepções… ele estava sentado em uma mesa com tampo de ardósia o que fazia-o voltar à infância pelas memórias de seu antigo lar… na uma música, o que lhe importava a respeito do sentido da audição, eram os sons, os tons, os ritmos, não muito a letra, o que falava ou fazia, e sim como aquela palavra soava dançando em seus tímpanos e levando ele a viagens criativas… estava de volta, “demorei uma ‘fucking‘ semana…” ele pensou enquanto tragava aquele baseado matinal…

“quais são as verdades concretas que cada um de nós escolhemos seguir, pensando humildemente em caminhar em predileções que irão fazer o bem, para si, para sua comunidade… e pensar, também com consciência, no julgar, se é importante ou não, se vai acontecer, e como e quando irá… e na hora que isso cria vida, se torna fato e está diante de seus olhos…” ele olhava para a folha de papel em branco… “quanta coisa pode ser vivida, em um planeta tão grande que nossa impureza nos permite experienciar essa troca apenas como “consumidores” de tudo…” sentiu falta dessa conexão, consigo, com outros e com o todo, planetas e universos…

aqui iremos trazer a duvidazinha básica do dia… “estaria esse nosso querido amigo, vivendo tanto a sua verdade, tanto a sua conexão, que esse passear pelas calçadas discordantes de todas as vidas, todas as sensações, todas as escolhas e todas as emoções, mixadas em um liquidificador tão grande que ninguém consegue enxergar… a pergunta se perdeu, e como energia, aspas não serão fechadas… e ele pensou sobre empatia, e o fato das formigas terem uma perspectiva tão diferente no lance de viver uma vida, que elas às vezes não sabe o que somos, quem somos, o que estamos fazendo… “somos as montanhas em tempos diferentes, e poderíamos aprender muito com isso, com esse outro … tempo…”

Tudo Ainda é um “Trem” só!

igual há tantas galáxias com sóis rodando pelos céus de um universo colorido… tudo fora da gente… dentro, outro tipo de universo, outras formas… já se olharam dentro, as linhas desenhadas e representadas com cores brilhantes como se fôssemos feitos de “máquinas”… as perguntas que parecem afirmações, e as escritas sem uma obrigação… e tem gente que lê com segundas intenções, será? é necessário afirmar que o personagem é um personagem… como Sara, lembram-se dela… nesse exato momento nossa querida amiga sente um medo danado, tão grande… porém é diferente de outros medos que já havia sentido… apesar da disformidade, e até pode-se dizer da feiura em um aspecto abstrato, o Medo que surgiu para Sara mostrava-se amistoso, e até alegre… Curiosidade apareceu pulando como sempre, e agora que tinha aprendido a miar e chamar a atenção, perguntou para Alegria, por que ele estava se sentindo tão diferente, ou que formas e cores eram aquelas?!…

os sentimentos se associam e essa mistureba indiscreta faz o Medo e a Curiosidade serem quase uma coisa só, tão tênue que é impossível saber, se o que está movimentando agora são as energias do universo para ele e para ela, se são seus medos de saberes, pelas experiências vividas e as cascas que cicatrizam as feridas… ou a curiosidade também pelo saber, que aquela troca teria muita riqueza mesmo, tanto de conhecimento quanto de possibilidades, sabe, quando existe aquele momento em que olha pra frente e a opção está tão sólida e latente que conseguimos tocar, sentir com o tato mesmo… eles trocaram carinho, a Curiosidade era maior que o Medo, Sara fechou os olhos e esperou o toque do beijo, e ele e ela se entrelaçaram em universos, corpos e almas…

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