“A Vida de Rótulos Errôneos…”

esse curta começa assim, com aquele grupo de amigos que acabaram de se conhecer e falavam entre si contando suas histórias e as histórias de outros que não estavam presentes ali… sobre traição, ou o ato de crer que ao vincular um relacionamento em um status social conhecido como namoro, que venha embutido uma tal de fidelidade… aquela mulher comentava a cretinice do ato de um sujeito que além de trair sua atual esposa, fora casado antes mais três vezes, e que cantava e era um tanto malcriado com tantas outras mulheres por aí, e ela se perguntava por que aquela mulher não se separava desse sujeito de atitudes feias… por outro lado, havia também aquela história que pelas redes sociais, uma mulher que queria manter um relacionamento afetivo com um sujeito, ambos se diziam héteros, havia comido e iria comer tantos outros amigos que estivessem pelo seu caminho, pois ela não podia conhecer um sujeito diferente que lá estava ela arrastando-se toda, mandando mensagens escondidas com sentimentos dúbios… e isso também ocorreu entre aquele casal homossexual, em que um deles não se continha, precisava experimentar as loucuras que o sexo proporcionava, e então, traía o seu companheiro regularmente, e esse às vezes se sujeitava a participar dessas aventuras, ainda mais passivo do que já era… também existia aquele casal lésbico, onde as duas se amavam de uma forma tão intensa e linda, que dava para visualizá-las envelhecendo juntas, mesmo que isso fosse uma ideia, não sabemos ao certo, porém era o sentimento do agora que importava, e isso era o que elas nos transmitiam…

tantos relacionamentos possíveis, tantas combinações alteráveis, e a semana que passou dizem que chegamos há 8 bilhões de seres humanos pisando na Terra, e o número infinito de combinações amorosas em que podemos chegar é quase, ou talvez seja o mesmo, que a infinitude das estrelas pelo universo e dos grãos de areias juntos pelas praias, e ainda assim, por manias humanas de colocarem rótulos e regras que alguns acreditam serem a verdade absoluta, sofrem em seus corações egoístas com essa mania de concordar que os seres humanos são apenas seres monogâmicos…

e não, não o são!

aquele nosso amigo de sempre preferiria atualmente um tipo de relacionamento apenas… consigo mesmo!

“Drogas!?”

é algo que realmente não importa… dizem que quando estamos bêbados falamos mais do que deveríamos, talvez, mais verdades… dizem que quando se toma um chá de cogumelo, ou mesmo quando se alimenta de alguns tipos específicos as pessoas se conectam com o “tudo” e sentem mais… com a ayahuasca é igual, uma conexão enorme com a natureza, de sentir os elementos, os cheiros e as folhas e as raízes e estar participando de uma comunidade maior do que nosso entendimento sóbrio é capaz de nos dar… dizem que nós fabricamos as tais “drogas” dentro da cabeça, sem precisar usar nada… isso é uma afirmação científica e espantem, médica! sem usar nada, podemos ficar chapados, ou seja, conectados com algo a mais, com sentidos maiores, com vivências reais, que nos desligam do… tal… sistema… entende-se por sistema, essa coisa de pagar, de comprar pra ter status, de querer agradar ao outro mais que a si mesmo, de se desconectar da natureza… ele não curtia assim as bebidas alcoólicas, e as tais “drogas” sintéticas, as ditas “normais” da sociedade, sabe, paracetamol, diazepam, depakote, vendidas em farmácias com a desculpa que ajudam você a viver melhor dentro do sistema, a ter mais foco no trabalho e no estudo… com tantos efeitos colaterais que era melhor nem ter começado a tomar, por que para piorar, elas viciam… e te tornam totalmente desconectado de si mesmo e óbvio, da própria natureza envolta… e a Santa Planta, sim, uma planta, está ai há tanto tempo quanto qualquer outra planta, árvores, flores, raízes, comestíveis ou alucinógenas, plantas da natureza, essa que as pessoas do sistema concretam por cima e acham que isso é o “normal”… tá com dor de cabeça meu filho, toma um dorflex que passa… tá com dor no estômago amiga, toma um omeprazol que passa… e a senhora de quase 100 anos vivendo nos cafundós de um brejo qualquer com uma força descomunal que ninguém entende, e o tal sistema coloca a manchete nas mídias falando que a longevidade dela é incrível e adivinhem… ela fuma maconha, conhecida como liamba, e ela toma chá de boldo e alecrim, e cultiva seus próprios frutos, de maçã à laranja, e come hortaliças verdes e cheirosas nos fundos no quintal de casa… tomem essa!

E o Viver?!…

Leia e Sinta! ❤️

“A Autoria é de…”

e de quantas ideias estamos falando, que estamos perdendo enquanto estamos dentro do oceano, dormindo e pensando, em uma caminhada no fim de tarde ou num bate papo qualquer… “anote num caderninho para não esquecer…” e algumas vezes são construídas com o esqueleto de diversos pedaços soltos e frases desconexas que quando se juntam tomam todo um sentido… como a junção das imagens aleatórias buscadas pelas bibliotecas fantasiosas dentro de nossas cabeças…

e se perdem ao vento causando um certo tipo de tormento, depois de ler e reler os ataques ferozes que o mestre Buk faz ao léu, como se o que ele dissesse é o que era a verdade, e na verdade, que não seja para ele mesmo, pois o gosto é de cada um, que lê e escreve como crê… será que preciso mesmo apagar essa tatuagem do meu braço, eu não gosto para nada da dor, e vai doer, tanto quanto ter ficado sem você… apesar de não acreditar no “ter”… ninguém é de ninguém…

lendo alguns livros de uma só vez, diferentes histórias que vão de uma realidade documentada à ficção que se constrói tão diversa e emaranhada, que nos amarra literalmente em suas tramas, acidentes de amor, teias sintéticas de palavras largadas, uma ou outra qualquer, relutando para fazer algum sentido para quem lê, absorve o meu ser, com um orgulho de escrever e fazer as editoras pagarem para ver, agora que o sonho se tornou realidade, quem vos escreve é um(a) autor(a) de verdade e com verdade…

“Currículo…”

eu sempre achei que somente os grandes gênios poderiam ter diversas profissões e atividades extras e prazerosas, afinal essas pessoas possuem uma produção tão extensa e diversificada que ao longo da história humana, principalmente acompanhando a história das artes, vemos os tais considerados gênios irem da filosofia à pintura, da matemática à alquimia, das ciências astrológicas à engenharia, da arquitetura à música, enfim, acho que vocês já me entenderam né… porém, todos eles são humanos, tem características humanas, e muitos só foram considerados gênios depois de mortos… claro, por outros humanos, por aqueles que não tem ou não querem aprender novas habilidades e tem aquele dom infeliz de só criticar… existe até crítico profissional, dá pra crer!!! Risadas!!!

ao longo dessa caminhada em estradas maravilhosas cheias de pessoas inspiradoras e incríveis, eu venho me assumindo cada vez mais e mais um ser humano com algumas habilidades particulares que em algum momento são profissões e me retornam uma grana para viver nessa sociedade capitalista (não sou contra, é assim desde que me entendo por gente, e não creio muito em outros tipos de sociedade que se dizem contra ou que não são capitalistas… todas, eu disse e afirmo, todas são capitalistas, umas mais e outras menos, porém, as que se dizem comunistas e socialistas chegam a dar um enjoo no estomago pois afinal de contas, o capital deles é sempre por uma causa que se diz maior, mas nunca chega realmente para o povo… vide Rússia e seu desgoverno assassino e se pregando como um país socialista!)…

voltando para o rumo da conversa, são humanos falando para humanos e de humanos o tempo inteiro, portanto, depois de ter tido uma carreira como professor de faculdade durante muitos anos e ver muitos de meus alunos se formarem, e depois de alguns anos vê-los fazendo algo completamente diferente da sua formação inicial, de verem se arriscando e realizando outras atividades tão bacanas e estimulantes, fico muito gratificado por poder ser e fazer o que sou no momento de hoje… ainda dou uma ou outra aula, principalmente como voluntário na área de línguas, e me assumi escritor (sonho de vida realizado) recentemente, visto que pela minha falta de conhecimento e forma de criação, sempre achei que precisava ter uma faculdade de um assunto específico para ser profissional naquele tema, ou seja, não fiz faculdade de letras, então como eu poderia ser escritor? Mais risadas… e claro, as artes sempre estiveram comigo, brinco que nasci com o lápis e pincel e tintas em uma mão, e na outra a câmera, seja de fotografia ou vídeo, apesar de ter trabalhado pouco como fotógrafo, no entanto nas pinturas, em especial à digital, onde uso muito das minhas fotos como bases e fundos… o desenho aliás, é meu maior prazer, e foi muito difícil assumir isso, que eu não precisava ser um artista profissional e ganhar dinheiro como artista…

o desenho é um dos meus hobbies, nasci com essa habilidade e a uso para desopilar muitas das minhas ideias, e obvio fico muito feliz quando vendo um quadro ou uma ilustração minha, no entanto faço mais por mim mesmo e para agradar pessoas que eu gosto e que me inspiram, até por que todo tipo de reconhecimento é válido e especial… eu também ganho uma grana legal como editor de vídeo e às vezes até como animador (essa profissão foi uma das minhas grandes realizações de vida, lembro de garotinho, talvez ali uns 5 anos de idade vendo um desenho animado do Pato Donald e falar para minha mãe que eu gostaria de fazer aquilo!), com isso tive oportunidade por duas vezes de criar cursos de animação para as faculdades em que trabalhei; e claro têm a tatuagem, como tinha de ser, pois sempre desde muito novinho gostava de ver as pessoas com seus corpos rabiscados, e durante anos e anos e até hoje posso dizer que ela me sustentou e sustenta (quando fui mochileiro e os perrengues eram pesados, a tatuagem salvou muitas vezes!)…

enfim o que quero deixar aqui como mensagem nesse conto para lá de real é que somos todos gênios, todos somos pessoas geniais com habilidades e características sublimes, particulares e únicas, e poder compartilhar tudo isso com vocês e receber em troca toda essa genialidade, comprova que a vida realmente vale a pena para quem a aproveita com tudo isso, com todo esse vai e vem positivamente!

Anos de Vida…

Aaaaeeeehhhhhhhhhhhhhh………. batidas rápidas e pulsantes em uma sequência alucinante de pancadaria em rifes acometidos de puro brilhantismo… dancem e balancem seus corpos com esses ritmos, por que a música vai continuar até a hora em que o corpo cansar e depois… volta para dançar mais!

aonde é que você estava, eu perguntei e não havia ponto nenhum… nenhum sinal… nada… sem interrogação e sua expressão era de pura exclamação… eu penso em você todos os dias, desde o dia em que trocamos olhares, apertos de mãos e abraços calorosos… sei curiosamente que você sente o mesmo, pois nos amarramos em algum momento, aqueles gestos feitos como se estivéssemos dando um nó, alinhando nossos corpos, juntando nossos umbigos, nos tornando mais do que um só, duas pessoas, dois seres e duas almas, agora eram a mais pura energia que o amor e a raiva podem acometer…

não irei mais negar, essa coisa de usar as palavras corretas e deixar de escrever algumas coisas por acreditar que energeticamente isso ou aquilo… o que?! acontece com todo mundo, acontece com qualquer um, relacionamentos são feitos e desfeitos hoje em dia como roupas puídas largadas em armários carcomidos pelas pragas… sei de suas notícias como você sabe das minhas, e adivinha, não sou eu que não quero estar vivo… muito pelo contrário, esse foi disparado se não o melhor, um dos melhores, e creio eu, passei da minha metade, para dias melhores ainda…

Vou Continuar a Escrever…

quando jovem desenhava monstros chifrudos faltando pedaços com muito sangue e ossos aparecendo… não eram desenhos bonitos, e apesar de serem bem feitos, era algo mais representativo para um garoto que gostava de música pesada como “heavy metal” e “death metal“, muitas caveiras e aquela lenda de um cantor que comeu um morcego em pleno palco de show… a adolescência é engraçada e por vezes limitante, quando se escolhe fazer parte de um grupo com a cabeça fechada, onde ele também se fechou… anos se passaram e agora com um gosto musical eclético, ouvia mais “reggae” e música nacional, e evitando usar palavras como “demônio” ou desenhar coisas consideradas “feias”… outras tipos de limitações, certo?!

essas mesmas limitações, e ele quase havia perdido o que pensara em escrever anteriormente para esse conto, porém na volta, lembrou de uma vez com a sua terapeuta onde ela dizia “cara, pode ter raiva, e quando há tiver, vá criar, pinte, escreva, rasgue o caderno de tanto rabiscar, ponha para fora, e depois fique… feliz!”

pense o tanto que isso é libertador, desde que essa agressividade seja direcionada para coisas e atos que não irão machucar nenhum ser vivo, mesmo que seja um ser humano com personalidade duvidosa que gosta por exemplo de nazismo, ou que é homofóbico, enfim… aqui no caso, a raiva estava direcionada ao ato de escrever, pois sendo convidado a publicar por uma editora, ao alcançar esse “patamar”, entre aspas, por que isso não o fará melhor autor do que já é, e só lhe mostrou muito do que já ouvira falar antes; de como as editoras estão “cagando e andando” para os autores, até aparecer um que irá tirá-las de um mercado comum e colocá-las no status de ter publicado um autor de consagração… no Brasil, pela língua portuguesa, infelizmente temos algumas limitações, e é as vezes necessário pensar em publicar fora em língua estrangeira para ter um alcance maior de público… apesar de sua indignação, de perceber como as editoras tratam o autor com desprezo, e o fazem passar por situações um tanto chatas como por exemplo, com um contrato assinado, ter atrasos por conta do volume grande de publicar diversos autores ao mesmo tempo para assim tentar achar o seu pé de coelho…

ele estava puto com isso, e decidiu que continuaria a fazer seus contos e publicar seus livros apenas de forma independente, afinal, eram seus contos, sua criatividade, suas ideias, seu trabalho e noites de loucuras para desenvolver tudo isso, e não iria colocar mais nas mãos de uma editora que o tratasse mal como esse momento vivido no presente… algumas pessoas falavam que o “selfpublish” era para pessoas ou autores amadores… bem, então que seja, ele preferia ver a “Amazon” publicar seus livros e ele receber seus “royalties” com frequência fazendo o que gostava e acreditava, do que depender de uma editora que o castigava por ser sincero em seus contos… “ah, que se foda!” ele pensou, e continuou a escrever os contos por si só!

“A Flor da Coragem…”

Sara estava felizona pois em seu sonho que poderia ser contado como um pesadelo, sentiu que alguém queria lhe fazer mal… pessoas com índoles duvidosas que encontram-se pela caminhada, querendo ou não, fazendo parte da tal “família”, ou não… e existem esses seres e ela os enfrentou lindamente, e apesar do medo, e de não entender “lhufas” o que era aquilo, sabia que em sua “família” existiam pessoas que mexiam com coisas duvidosas, energias tortas que lá na frente voltam para cobrar quem não entendeu que é só no bem que se caminha, e quem não está nessa linha, enfim…

aquela figura estava em uma janela, usava um manto marrom todo sujo e rasgado, cobrindo parte do rosto, lembrava um “dementador” daqueles dos livros de “Harry Potter“… primeiro ela se assustou, e na sequência sorriu, encarou e liberou a Coragem, um monstro tão lindo, forte e alegre que veio em forma de Flor… uma Flor brilhante e enorme que expulsou aquela coisa no momento em que trocaram energias, e adivinha… ela sabia que aquela prima bizarra e agressiva, com ideias retrógadas e machistas possuía aquele sentimento feio da inveja sobre si, portanto, fez seu mantra e seus sinais de proteção e voltou a dormir em paz…

“Assumindo…”

a alegria de poder andar livre pelas ruas, sem ter medo de ser violentada ou qualquer outro tipo de agressão, apenas por existir do jeito que é e conseguir se assumir, independentemente de idade, e por não saber mais, “ter” que se encaixar em rótulos rasos para se definir, e entender que a bissexualidade não significa “viver em putaria”, e claro, dar muitas risadas das piadas, principalmente daquela que diz que os bissexuais “são 100% nas baladas…”

coisa boa né, poder ser 100%, poder viver livre e alegre, sabendo que vai se agradar e agradar ao próximo por essa simplicidade toda de existir no básico, no amor e na paz!

eu demorei um caralhão de tempo para compreender esses “trens” todos dentro de mim, tantas vozes falando ao mesmo tempo, tantos filtros sendo usados para ouvir melhor, e ouvir a vozinha da criança falando “vá brincar feliz…”, e ouvir a vozinha do artista falando “vá pintar ou não, mas vá feliz…”, e ouvir tantas outras vozes falando e se assumindo, e a mulher dentro de mim falando “vá ser feliz…”

eu tive a sorte grande de conviver e conhecer mulheres tão maravilhosas e inspiradoras, com histórias de vida tão ricas e diferentes, que é tanto aprendizado que transborda de mim… diferente dos “machos héteros cis”, principalmente aqueles que achavam que sabiam mais de mim e da minha vida do que eu mesmo… eu fiz e faço terapia há alguns anos, justamente para tentar chegar o mais perto de “mim”, daquilo que “eu sou”…

me assumi, sou um(a) escritor(a), sonho de infância que cresceu e tomou força numa das fases mais sinistras da minha vida e para entender, fui escrever… a arte nasceu comigo, dentro das minhas veias correm tintas, cores, pincéis, criatividade, lápis de cor e máquina de tatuagem… só coloco para fora aquilo que sinto, as telas contam histórias, e os contos curtos, bem, falem comigo, por que para mim está valendo muito a pena essa vida!

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