“Viagem de Criança…”

Leia e Sinta! ❤️

Ao Bukowski Sem Carinho!

eu prefiro a sinceridade nua e rasgada, a porrada na cara de um não bem dado do que um sim fingido que dura um tempo pela sordidez humana… é para que? A porra do ego? Que se foda, mó preguiça sabe…

e aguentar gente fingindo por que não dá conta de sair da tal “criação”, e pagam horrores para terapeutas holísticos “salvarem” seus filhos da iluminação… é uma merda…

Por que saber a verdade da sua própria verdade, a sua escolha sendo sua e nua é crua, rasgada das entranhas daquilo que se puxa lá do infinito adentro, você pratica o que você fala?!

Tá se entendendo e praticando o respeito, e aquele que se diz legal e fica por que ouve Caetano Veloso e come sanduíche vegano de espinafre com ricota… “oi… não consigo entender, não mesmo… conversa franca na cara, olhos estrabiscos em olhos certos, quem disse?!”

Concordar que Bukowski era foda por que era sincero é muito pouco, chega a ser raso demais para alguém que não tinha vergonha nenhuma de se mostrar um puta escroto de merda, simples assim…

E o corretor tentando me corrigir ahahahahahaha 😆✌️

Sorrisos Trocados…

cara, que loucura pensar isso… não existe mesmo idade, nem mesmo nenhum momento, ninguém pode falar agora com tanta certeza sobre o “amor”… ele já ouvira de tantas pessoas que quanto mais velhos ficamos, mais calejados ficamos… nunca mais nos apaixonamos como aquelas paixões avassaladoras de adolescência…

será mesmo?!

ele estava trocando de roupas pois uma amiga havia lhe convidado a ir a algum bar para encontrar com outras amizades, socializar, conhecer novas pessoas, enfim, afinal estava visitando uma outra cidade, que para variar, era um tanto inusitada como diversas outras por aí…

não sabia ou não lembrava, ou mesmo nem se importou com a informação de quem eram as pessoas por lá, ele já havia conhecido algumas dessas novas amizades, porém, aquela pessoa em particular, ele só ouvira falar, muito bem por sinal… e quando ele chegou no lugar, ela estava vestida toda de preto, o cabelo penteado para trás com um rabo de cavalo e um sorriso enorme nos lábios…

ele congelou… havia muito tempo que não sentia aquilo… e não eram borboletas no estômago, não eram os delírios adolescentes que fantasiavam às noites… ele sentiu a energia, forte, intensa, viva e brilhante de uma pessoa que nasce sob o signo de áries, e que possui a beleza do fogo em suas essências divinas…

“Ah caralho!”… ele pensou… “Ah!!!”… “Não posso acreditar que estou sentido isso de novo!”, ele pensou admirado enquanto conversava com todos os presentes, mas ouvia atentamente aquela pessoa em particular, com trejeitos próprios, uma voz meio rouca e ao mesmo tempo acentuada, gestos corporais como uma dança sem ritmo, os movimentos que lhe hipnotizaram e deixaram ele com aquela sensação de que iria se apaixonar de novo, mesmo sabendo dos resultados catastróficos das histórias vividas…

ele não iria se arriscar então, no entanto como sujeito sincero que era, na primeira oportunidade que teve, mirou direto e soltou com a confiança tremulante… “eu sinto sua energia, e é muito bom, me faz muito bem… eu adorei te conhecer, você me parece ser uma pessoa incrível… e eu só queria te pedir uma coisa, já que me sinto como um adolescente perdido sem saber o que falar ou fazer quando estou em frente a você…” ela com um sorriso majestoso retribuiu os elogios com todo o carinho e esperou ele completar…

“… te acho “muito“, mas “muito” mesmo, só que eu não estou preparado para nada, preciso estar cem por cento para me entregar a alguém, para poder sentir esse tal de amor de novo… e mesmo que para um sexo casual”… olhares se cruzaram e ele fechou falando… “então, eu posso apenas te admirar?!”

Aonde Existe o Sossego?!

a chuva não dava trégua e isso só comprovava como os climas pelo planeta haviam mudado… as secas do nordeste já não existiam mais, e agora as águas tomavam conta de tudo… ele estava esperando aquela chuvarada diminuir para poder continuar sua busca… uma busca que parecia não haver fim, pelo menos não enquanto estivesse vivo, afinal, o tal lar existe?

ele conhecia pessoas que tinham esse sentimento forte e arraigado, ouvia as histórias das terras e seus moradores, os “causos” profusos de pessoas que asseguravam seu “lugar fixo” no mundo, mesmo que fosse de chão batido, mesmo que fosse nos andares mais altos de arranha-céus cinzas, mesmo que fosse próximo ao litoral… pessoas que sossegaram seus corações encontrando o “seu próprio” lugar…

ele continuava pensando sobre isso enquanto enrolava um baseado e esquentava no fogão uma água para o chá… olhou para fora e agora havia um chuvisco, leve e constante mostrando que esse lar não era ali mesmo, e que apesar de sua “fritação cerebral”, haveria de sossegar um tanto para quem sabe, quando conseguisse partir, e ganhar a estrada novamente, quem sabe…

encontrar seu “lar” ou pelo menos, um lugar que acalentasse seu interior…

As Flores são Poemas Visuais…

Leia e Sinta! ❤️

Um Vazio Platônico…

Ele estava sentado em uma cadeira de balanço em uma pequena varanda, com uma cerca de bambu e muitas plantas; e ao seu lado, outra cadeira balançava… vazia…

Aquela chuva forte que havia paralisado a arte momentaneamente, estava ficando cada vez mais fraca, começava a cantarolar pingos em ritmos mais lentos e chocavam contra a grama que absorvia as loucuras dos pensamentos daquele nosso amigo… pensava e pensava…

ele tentava até fugir de seus pensamentos, contudo o coração o chamava atenção: “ei, estou aqui, gosto muito dela… e ela… bom, ela faz graça com a gente…”

era assim que ele se sentia, sabia que jamais iria ficar com ela, e mesmo assim, qualquer movimento sutil que ela fazia, mexia demais com sua mente, com seu coração, com seu ser inteiro… e ela havia apenas “cutucado” de forma escusa, em sua rede social, deixando ele grilado, afinal passara mais de um ano desde a última vez que se falaram… e mal se falavam anteriormente…

então ele teve coragem de procurá-la, iria fazer sua arte concretizar a comunicação, afinal, ela também era artista… uma rápida conversa, amistosa até, mas ele percebeu, aquilo tudo aguçava sua imaginação, ela iria brincar com seus sentimentos para sempre, e ela sabia que ele gostava de si, então ela podia aparecer e sumir, deixando ele mais e mais confuso, acreditando em um amor impossível…

Viajando pelo Brasil!

o sol voltou com um brilho intenso em um céu azul mascarado por enormes palmeiras… o vento leve que soprava suas folhas cantava uma música para acalentar as almas perdidas dos velhos barqueiros da região… o lugar era místico e ao mesmo tempo, muito vivo…

estados sóbrios, estados sombrios, estados ricos, estados iluminados desmembrados por estradas asfaltadas, estradas de terra e barro, buracos e caminhos… as histórias dos estados que formam um país com uma identidade cultural fortíssima e que necessitava de trocas, entre os regionalismos e suas lindas pessoas…

do caiçara que abraça todo o litoral, aos povoados dos sertões, vários sertões, várias paisagens desconhecidas, várias a serem exploradas no sentido de conhecimento e respeito, “não deixem seu lixo na natureza”, as placas avisavam e nos pediam…

trilhas em meio a matas fechadas, muito verde e o cheiro claro das diferentes árvores e vegetações… trilhas abertas onde se podiam ver ao fundo as montanhas desenhadas, as chapadas recortadas e o mais bonito de todos os elementos naturais criados pelo universo insólito, um universo enlouquecedor de tantas possibilidades, um largo de estrelas brilhantes, aquela massa branca que se junta como uma só, conhecida como via láctea, e um banho no mar, o imponente mar…

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