A Busca…

estrada de chão, estrada de terra, chuva de baleias, pancadas e pancadas de chuva… Verão brasileiro, molhado e suado, quente e perigoso, na estrada “matuto”, fica esperto para chegar…

passa por cima de asfalto, passa por cima de buraco, desvia daqui, desvia dali, momentos de solidão, horas de meditação… estrada está lenta, transito intenso, caminhão na frente, caminhão atrás, e em seus pensamentos nada demais…

parece uma metáfora da vida, vai guiando para frente e de vez em quando olha pro retrovisor… o que vê lá trás é o passado, já se foi o meu amor… novos caminhos chegando, contorna daqui, contorna dali, desenhos diferentes aparecem, um dedo aponta para cima…

uma montanha mística, rodeada de curiosidade, o tamanho é uma monstruosidade… outras surgirão, desenhando na paisagem, as montanhas estão vivas, bocas e olhos falam de outros tempos e outras verdades…

curte a estrada “minino”, curte a estrada meu pequeno ser, quando o horizonte aponta, aquilo que você vê, o coração se enche, um mar imenso só para você… existem estrelas brincando lá em cima, e aqui em baixo, não fique esperando, faça contato, chame para dançar, em um só dia, estrada acima rumo ao lar…

Uma Liberdade Estranha…

Ele apertou o botão para chamar o elevador… encontrava-se no décimo quarto andar de um hotel mediano de uma cidade qualquer… esperou pouco tempo até o veículo chegar e abrir suas portas… Estava vazio, porém possuía os perfumes das pessoas que o usaram anteriormente…

Entrou e se ajeitou… carregava apenas uma mochila nas costas e ao olhar para o espelho verificou se a máscara que usava tampava seu nariz e sua boca corretamente… o elevador parou…

décimo segundo andar e uma outra pessoa entrou… era um macho da espécie humana… acenou um bom dia e ajeitou-se em outro canto… os dois seres ficaram com as cabeças baixas sem se olhar, e ele pensou em sua mente “puxa vida, por um lado, a pandemia parece trazer mais educação e bom senso…”…

o elevador parou de novo… um casal estava com uma pequena mala de rodinhas e pediram licença para entrar… ele se espremeu para não encostar em ninguém e ao mesmo tempo em nenhuma das paredes do elevador… todas as pessoas se acomodaram e o cheiro de “ranço” subiu…

ele pensou novamente sobre a situação… se fosse há dois anos atrás, pessoas estariam se espremendo no elevador, soltando peidos escondidos e criando histórias loucas em suas cabeças… agora, somente quatro pessoas por elevador, o veículo mais utilizado do mundo, segundo revistas que falam de veículos…

todos desceram do elevador e caminharam em direções opostas… ele foi lentamente até o seu carro, ajeitou sua mochila e foi embora… estava pensativo, não triste… reflexivo sobre como a vida se tornou um monte de coisas esquisitas entre os convívios dessa espécie nada producente…

Dançar no Agora…

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Uma Criança Emocionada

Eu tinha uns 27 anos quando minha mãe me perguntou, ou afirmou, a lembrança não é exata, porém era por aí… “você sempre vai ser essa criança alegre, não perca isso nunca…”

Foram com essas sábias palavras que eu percebi que era diferente, que eu via o mundo de um jeito diferente…

Tem tanta coisa rolando ao mesmo tempo, com tantas pessoas variadas pelo mundo afora em suas culturas ricas e particulares, e com isso tudo, pessoas ainda fazem guerras, pessoas brigam por nada e por tudo, pessoas vivendo “no quintal alheio…”

E eu só quero ser feliz como qualquer um, no entanto a grande sacada está em como leva sua vida, em como escolhe passar seus dias, pensando e lembrando sempre que ira acordar e as 4 coisas básicas que em qualquer lugar do mundo irá fazer, dormir, comer, andar e trabalhar… não é nessa sequência, contudo é exato!

Eu estou nesse momento comendo um bolo de chocolate e rindo de tudo o que está rolando por aí… se olhar com positividade dá pra ver e sentir que há jeitos diferentes de se viver… escolhi ser bobo alegre, escolhi ser uma “criança” adulta…

No Seio do Mundo

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Personagens…

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Da esquerda pra direita, Serena em sua forma de Sereia, o gato Curiosidade, Serena, quando bruxinha… Buk, o grumete, Serena, em sua forma humana e Sarah, a imaginativa!

Rituais…

foi ouvindo uma música que foi considerada um hino e ao mesmo tempo uma afronta… como tantas outras que estão por aí atravessando as gerações e fazendo-nos perceber que, mesmo diante de tanta “loucura”, continuamos seguindo um ritual que nos leva a crer que Isaac Asimov estava predizendo em seus livros, e não apenas inventando histórias de ficção científica ricas de devaneios mecânicos e eletrônicos…

a árvore de natal continuava dançando no horizonte daquela cidade de janelas brilhantes, enquanto se cumpriam os rituais de passagens, crendices e superstições, e mesmo fé e apego… profecias do apocalipse de diversas religiões contradizem o tempo todo sobre seus deuses e seus seguidores, porém, por mais incrível que possa parecer, todas falam do mesmo tipo de fim, a humanidade não mais estará por aqui…

sinos batem comemorando e fogos estouram, mesmo as pessoas pedindo para não fazerem isso com nossos animais de estimação, e as espécies que vivem pela “natureza” de concreto como pássaros e pequenos mamíferos… suspirando e bem cansado daquilo tudo, mais uma vez usando seu flanelão xadrez, cobria as pernas em uma época chuvosa e fria… pulem sete ondinhas, uns diziam… jogue as romãs pelo ombro esquerdo, outros faziam…

a Fé e a Ciência estavam jogando aquela partida de xadrez eterna, sociedades inteiras se consumiam em suas constâncias ritualísticas… mostre uma nota de valor alto na lua cheia, mas se for lua minguante, apenas reze e agradeça o seu ano… em lugares diferentes, em paisagens descomunais, em situações adversas, a natureza pede passagem, “olhem para mim, curvem com humildade…” se existiu um Noé, alguém que estava tentando salvar as espécies, estudos históricos gostam de predizer, de uma única coisa sabemos, a rotina da natureza é vencer… … … … …

Signo de Touro

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O último capítulo revela uma tela direta como o próprio signo o é… segundo a ciência astrológica, a perseverança é confundida com a teimosia, e gostar de deitar em uma rede bem confortável é traduzido como preguiça e… bem, quem é pessoa taurina irá se reconhecer, assim como eu que escrevo essa minha história solar… 😉

Uma Placa com Muitas Direções…

É para escrever com amor… então ele foi para a sala com o notebook debaixo do braço e sentou-se tranquilamente na cadeira instalando-se de forma jeitosa no lugar… uma clássica cena pintou-se naquele momento, um celular ao lado esquerdo do laptop, um mousepad no formato da cabeça do Mickey Mouse aparava um “rato” de luz vermelha brilhante em seu entorno, e na sequencia a xícara de café, quentinho ainda soltando a fumacinha… pronto, só faltava um cinzeiro e um cigarro, e por sorte, ele havia parado de fumar tabaco e nicotina havia tempos…

Era um diálogo monótono por que um dos lados não parava de falar constantemente reclamando de si mesmo, e colocando “o todo” dentro de seus problemas (todos eles ou pelo menos a maioria desses problemas, se resolveria fazendo uma terapia de forma concreta, aguentando as porradas na cara e tudo mais…); uma luta com o ego humano e claro, parece que nesse caso esse ser humano não só depreciava a si mesmo, como achava que tinha a solução da vida ou das realizações do outro, ou seja, aquela coisa tradicional da sociedade mesquinha, olhar para o quintal alheio babando de vontade e se perguntando por que aquela pessoa é feliz com tão pouco (literalmente pensando em bens materiais e dinheiro!)…

“_Eu amo o dinheiro.”, disse a ele bebericando um gole no café e datilografando com uma velocidade fluida e rítmica, como um toque nas cordas daquele pequeno ukulele que enfeitava seu espaço… “_ … e principalmente o que ele pode proporcionar… se talvez, de forma humilde eu te falo, se você parar de ter fobia de falar do dinheiro como se ele fosse um vilão, pois ele é só um meio de se conseguir suas coisas, sejam materiais, serviços ou prazeres, isso é você quem define quando utiliza suas moedas… enfim, pense nisso com carinho, por que esse seu stress pode te matar né, muita raiva por conta de algo que se usar certinho vai proporcionar uma vida bacana até aquele momento fatídico, e não se esqueça, nunca disso… tenha uma vida plena sabendo que irá morrer, portanto, pare de se perder tanto… ops…

perdido? ele me disse que eu sou uma pessoa perdida… caí em risadas, procurando naquele momento o cigarro que não existia… você vive de pequenos, médios e longos sonhos, podemos assim chamá-los, as suas vontades, os seus desejos… quantos desses, que no ramo da economia a galera gosta de chamar de metas, você cumpre ou cumpriu consigo mesmo? quais realizou e quando parou para olhar, pensou, “caralho, que foda, obrigado!”… já agradeceu hoje?

Na minha estrada eu venho cumprindo esses sonhos com oportunidades de mais ainda, e claro, vão se adaptando e mudando, e uns viram apenas memórias, ou talvez vontades, mas não reais… não é para se realizar, pois nesse caso é um orgasmo mental mesmo, um prazer visual, que te deixa catatônico por segundos… vão haver outros tantos, será que estarei esperto, preparado, e obviamente, afim de me aventurar assim…

“_ Se você me mostrar um sentido para a vida, eu te mostro a estrada…” os cavaleiros do apocalipse tinham rivais à altura, conhecidas como as pequenas grandes virtudes, Filosofia e Ciência discutiam enfaticamente sobre esses processos mesquinhos da humanidade… Questionavam a “Economia”, e de uma maneira curiosa, essa se mostrou interessante, quando se colocou no mesmo ponto de vista da Filosofia… “se todos entendessem que a medida é particular e individual, tenham certeza que essa busca cega e cheia de guerras pelo poder que o dinheiro em teoria proporciona (lembre-se, são humanos falando para outros humanos que aquele papel tem algum valor, e nós humanos, acreditamos piamente em outros humanos, certo?! ;P) … todos seriam “ricos” em seus valores e suas medidas completas e variáveis…

Filosofia ria muito da Economia por que havia uma probleminha básico de comunicação e convivência ali… outro camarada entrou no recinto, estava usando um chapéu surrado e uma capa de chuva marrom, que escorria pingos de paciência… “_ Oi gente, desculpem o atraso, sei que se todo mundo tivessem me praticado antes, as coisas não estariam tão bagunçadas né… no entanto, acho… aaaacho, que pode ter um jeito de melhorar as coisas…” Bom Senso sentou-se do lado da xícara de café e deu um gole demorado…

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